Papa critica pena de morte perante plano dos EUA para transmitir execução ao vivo
Declaração do chefe da igreja católica surge depois de o Departamento de Defesa dos EUA ter anunciado que pretende transmitir o fuzilamento de Nidal Malik Hasan, agendado para 3 de dezembro.
O Papa Leão XIV reiterou, este sábado, que a pena de morte é "inadmissível", defendendo que a justiça e a segurança pública podem ser mantidas por sistemas de detenção sem retirar a possibilidade de redenção aos condenados. Isto, após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter dado apoio público da transmissão ao vivo da execução por fuzilamento de um homem.
A declaração do chefe da igreja catolica, publicada na rede social X por ocasião do Dia Mundial contra a Pena de Morte, surge um dia depois de o Departamento de Defesa dos EUA ter anunciado que pretende transmitir ao vivo a execução por fuzilamento de Nidal Malik Hasan - autor do massacre de Fort Hood, em 2009 - agendada para 3 de dezembro.
"O bem comum pode ser salvaguardado e os requisitos da justiça podem ser atendidos sem recorrer à pena capital: sistemas eficazes de detenção foram desenvolvidos que protegem os cidadãos ao mesmo tempo em que não privam completamente os culpados da possibilidade de redenção", escreveu Leão XIV.
A posição de Leão XIV dá continuidade à alteração feita pelo Papa Francisco em 2018 ao Catecismo da Igreja Católica, que passou a considerar a pena de morte inadmissível em todas as circunstâncias, enfatizando a dignidade inviolável da pessoa humana.
The death penalty is inadmissible because it is an attack on the inviolability and dignity of the person. The common good can be safeguarded and the requirements of justice can be met without recourse to capital punishment: effective systems of detention have been developed that protect citizens while at the same time do not completely deprive those who are guilty of the possibility of redemption. #NoDeathPenalty
— Pope Leo XIV (@Pontifex) October 10, 2026
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