Parlamento Europeu quer investigar 'Papéis do Panamá'

Eurodeputados vão criar uma comissão de inquérito.

14 de abril de 2016 às 12:43
Parlamento Europeu, Papéis do Panamá, comissão de inquérito, política, parlamento Foto: Reuters
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O Parlamento Europeu (PE) decidiu esta quinta-feira, em Estrasburgo, criar uma comissão de investigação para o caso de denúncias de fuga aos impostos através paraísos fiscais, conhecido como "Papéis do Panamá", que será oficializada em maio.

A decisão foi tomada por unanimidade em reunião da conferência de presidentes, que reúne os líderes das bancadas políticas e o presidente do PE, segundo uma nota de imprensa.

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No dia 04 de maio será votado em conferência de presidentes o mandato da comissão especial, que terá de ser depois aprovada também pelo plenário do PE, que se reúne de 09 a 12 de maio, em Estrasburgo.

Os "Papeis da Panamá" são a maior investigação jornalística da história, envolvem o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ, na sigla inglesa), com sede em Washington, e destacam os nomes de 140 políticos de todo o mundo, entre eles 12 antigos e atuais líderes mundiais.

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A investigação resulta de uma fuga de informação e juntou cerca de 11,5 milhões de documentos ligados a quase quatro décadas de atividade da empresa panamiana Mossack Fonseca, especializada na gestão de capitais e de património, com informações sobre mais de 214 mil empresas 'offshore' em mais de 200 países e territórios.

A partir dos Papéis do Panamá (Panama Papers, em inglês) como já são conhecidos, a investigação refere que milhares de empresas foram criadas em 'offshores' e paraísos fiscais para centenas de pessoas administrarem o seu património, entre eles rei da Arábia Saudita, elementos próximos do Presidente russo, Vladimir Putin, o presidente da UEFA, Michel Platini, e a irmã do rei Juan Carlos e tia do rei Felipe VI de Espanha, Pilar de Borbón.

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