Parlamento recusa investir líder do PSOE
219 deputados disseram "não" a Sánchez na chefia do governo.
O "não" venceu na primeira votação para investidura do secretário-geral do partido socialista espanhol (PSOE) como primeiro-ministro, confirmando as previsões. Um total de 219 deputados votou ontem contra Pedro Sánchez, que apenas obteve 130 votos favoráveis (90 socialistas e 40 do Cidadãos), muito aquém dos 176 necessários para ser investido e liderar um "governo de mudança".
Partido Popular (123 deputados), Podemos (65), EUP (2), Compromis (4), PNV (6), EH (2) Dil (8) e ERC (9) recusaram o apoio pedido por Sánchez, enquanto o único deputado da Coligação Canária se absteve.
A proposta socialista, que inclui várias medidas de esquerda, será votada novamente amanhã. Nesta segunda tentativa, o candidato precisa apenas de maioria simples (mais votos a favor), mas, depois das críticas dos principais líderes partidários, no debate que antecedeu a votação, tudo aponta para novas eleições em junho.
Em tom irónico, Mariano Rajoy, líder do PP e primeiro-ministro em funções, acusou Sánchez de "não ter levantado um dedo para formar governo e querer que lho ofereçam". Já Pablo Iglesias, do Podemos, qualificou o pacto do PSOE com o Cidadãos de "pura oligarquia" e, frisando que Sánchez tinha de optar entre esquerda ou direita, acusou os socialistas: "Vocês não são de fiar".
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