Patrão da Bolsa preso por tráfico
O presidente da Bolsa de Cabo Verde, Veríssimo Pinto, e quatro outros detidos no âmbito do inquérito ‘Lancha Voadora’, sobre tráfico de cocaína e branqueamento de capitais, ouviram ontem um juiz do Tribunal da Praia aplicar-lhes a medida máxima de prisão preventiva. <br/><br/>
A investigação, apontada co-mo o primeiro escândalo financeiro nos 36 anos de história de Cabo Verde, sobe até ao topo do poder político: Veríssimo Pinto é amigo do primeiro-ministro José Maria Neves, há outros suspeitos detidos que venderam carros de luxo às instâncias oficiais e aponta-se a mulher do chefe do governo, advogada de profissão, como defensora de arguidos de tráfico de droga.
Na base da investigação está a maior apreensão de sempre de droga no arquipélago: 1,5 toneladas de cocaína caçadas a 8 de Outubro. Aos três detidos na altura – Paulo Pereira, 44 anos, Quirino Manuel dos Santos, 39, e Carlos Gil Gomes Silva, 41 – juntaram-se ontem, em prisão preventiv,a a mãe do primeiro, a irmã do último, dois empresários de construção civil e o presidente da Bolsa. Este último é suspeito de branquear na Bolsa os lucros do tráfico.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt