Pedro Sánchez diz que a prioridade é salvar vidas e só depois combater o fogo em Madrid

Primeiro-ministro espanhol anunciou ainda que o centro de comando aceitou o destacamento de mais de 100 unidades do Exército português para combater o incêndio.

25 de julho de 2026 às 11:45
Pedro Sánchez Foto: A. Pérez Meca
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O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, disse este sábado após uma visita à zona afetada pelos incêndios em redor de Madrid que a prioridade é salvar a vida dos cidadãos e em última instância combater os incêndios.

"A nossa prioridade, o nosso foco, o nosso objetivo é salvaguardar a vida dos cidadãos, proteger os centros populacionais e, em última instância, combater os incêndios", disse Sánchez, sublinhando que a situação "continua complexa" devido à incerteza da direção e intensidade do vento e à possibilidade de tempestades secas.

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Em declarações à imprensa após visitar a zona afetada pelo fogo na Serra Ocidental da Comunidade de Madrid, onde participou na reunião do Comité Estatal de Coordenação e Gestão do Plano de Emergência do Estado, Pedro Sánchez anunciou que os incêndios na Comunidade de Madrid e em Ávila serão tratados como um só e o comando de emergência será unificado a partir de agora.

O chefe da Unidade Militar de Emergência (UME), general Francisco Javier Marcos, explicou que a decisão de unificar o comando foi sua e que a tomou para gerir conjuntamente os incêndios e "ganhar tempo", salientando ainda que a zona de San Martín de Valdeiglesias "provavelmente" será evacuada.

Sánchez anunciou ainda que o centro de comando aceitou o destacamento de mais de 100 unidades do Exército português para combater o incêndio na província de Ávila.

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O primeiro-ministro espanhol alertou que 130 mil hectares já foram consumidos pelos incêndios florestais em 2026, insistindo na necessidade de um acordo nacional contra as alterações climáticas.

"Se já tivemos 130 mil hectares queimados este ano, e ainda temos uma boa parte do verão pela frente e, obviamente, outros meses como setembro, tão críticos na nossa história em relação aos incêndios florestais, veremos que a emergência climática está a agravar-se cada vez mais", alertou.

Sánchez realçou que este número, que inclui apenas os meses do ano até à data, supera a média anual da última década, que é de 100 mil hectares.

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Uma crise climática que, enfatizou, também supera "muitas previsões científicas" e exige maior "capacidade de resposta", esforços de prevenção e "consciencialização entre os cidadãos e as instituições públicas".

Ainda assim, Sánchez reiterou o seu apelo a um pacto nacional contra a emergência climática e para que "todas as instituições públicas" deem ouvidos à ciência.

"Infelizmente, se a ciência nos diz alguma coisa, é que estas temperaturas, estes fenómenos climáticos, estão a tornar-se mais intensos, mais severos e têm um impacto cada vez maior na nossa biodiversidade e no quotidiano de inúmeros cidadãos", acrescentou.

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Estes incêndios florestais na região de Madrid já foram classificados pelas autoridades da capital como "os piores da história”.

Mais de 63.000 pessoas foram já retiradas de casa ou confinadas por causa dos incêndios que desde quinta-feira afetam a serra oeste de Madrid e Ávila, na região vizinha de Castela e Leão.

A maioria das pessoas afetadas, cerca de 50.000, é proveniente dos municípios da serra ocidental de Madrid, enquanto cerca de 13.000 são da zona de Ávila, atingida por incêndios que se receia que venham a unir-se em algum momento e criem uma frente única.

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O governo regional de Madrid disse hoje de manhã que 2.044 pessoas se mantêm fora de casa e estão em espaços como escolas ou pavilhões até poderem regressar às suas habitações.

Na sexta-feira, a presidente do governo autonómico, Isabel Díaz Ayuso, afirmou que a região autónoma de Madrid estava a enfrentar "o pior incêndio da história" e Carlos Novillo, conselheiro do governo regional de Madrid, disse que o fogo estava "no auge" e que nesta fase era "impossível extinguir".

Hoje, após os trabalhos de combate no terreno durante a noite e madrugada, e coincidindo com uma descida das temperaturas e do vento, a intensidade dos fogos próximos de Madrid diminuiu significativamente, disseram as autoridades.

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