Pelo menos 12 mortos em desabamento na República Democrática do Congo
Deslizamento de terra ocorreu na sexta-feira, após a queda de chuva na aldeia de Gasasa, uma reserva no território de Masisi.
Pelo menos 12 pessoas morreram na sequência de um novo desabamento na zona mineira de Rubaya, no nordeste da República Democrática do Congo (RDC).
O deslizamento de terra ocorreu na sexta-feira, após a queda de chuva na aldeia de Gasasa, uma reserva no território de Masisi, na província de Kivu do Norte, segundo a agência de notícias espanhola EFE.
"Gasasa foi novamente atingida após chuva que fez com que o terreno se tornasse ainda mais frágil e escorregadio. Naquele momento, um grupo de trabalhadores preparava-se para descer às minas quando, lamentavelmente, o terreno cedeu", disse o secretário de coordenação da sociedade civil de Masisi, Voltaire Sadiki.
Este responsável lamentou que tenham sido ignorados os seus numerosos apelos para parar as operações mineiras em Gasasa, após terem ocorrido incidentes semelhantes, já este mês, em Rubaya.
"Não nos ouvem. As consequências são evidentes. Outro deslizamento de terra e mais perdas de vidas", afirmou.
Recentemente, pelo menos 300 pessoas morreram noutro desmoronamento em Rubaya, concretamente na exploração mineira de Gakombe.
Rubaya foi palco, em janeiro, de um terceiro desmoronamento provocado pela chuva que causou a morte de cerca de 460 pessoas, segundo dados da sociedade civil de Masisi, embora o Governo congolês tenha apenas contabilizado 200 vítimas mortais.
O governo da RDC denunciou então um "sistema organizado de saque e exploração ilegal" de recursos naturais por parte do M23, ao sublinhar que as autoridades nacionais impuseram "a proibição de toda a atividade de exploração" na zona por motivos de segurança antes de os rebeldes tomarem controlo daquele território.
O conflito do leste congolês agravou-se no final de janeiro de 2025, quando o M23 tomou o controlo de Goma, capital de Kivu do Norte, e, semanas depois, de Bukavu, capital da vizinha província de Kivu do Sul, após combates com o exército congolês.
Essa zona é rica em minerais, fundamentais para a indústria tecnológica na fabricação de telemóveis.
Este tipo de acidentes são frequentes na RDC, onde muitas minas são exploradas de forma artesanal e sem se seguir os regulamentos e medidas de segurança necessárias, além de que, em muitos casos, estão a ser operadas por grupos armados.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt