Pentágono autoriza envio de mísseis Tomahawk para a Ucrânia
Donald Trump terá a última palavra para envio de mísseis de longo alcance para Kiev. Presidente russo já avisou líder norte-americano que a guerra pode escalar.
A guerra na Ucrânia pode conhecer em breve um novo rumo, com a entrada em cena dos mísseis 'tomahawk'. Uma arma “incrivelmente destrutiva”, nas palavras de Donald Trump, e desta vez o Presidente norte-americano não está a exagerar. São uma arma poderosa, capaz de fazer estragos muito consideráveis.
É esse o objetivo do líder ucraniano, que tem pedido insistentemente a Trump que os disponibilize. Um desejo pode estar próximo de se concretizar, depois do Pentágono ter dado luz verde à sua utilização por parte das forças de Kiev.
Com os 'tomahawk', a Ucrânia pode atacar alvos vitais no interior do território russo, quer do ponto de vista militar quer energético. O fabrico destes mísseis começou em 1970, mas a sua estreia só ocorreu em 1991, na Guerra do Golfo. Podem atingir alvos até 2500 quilómetros e são muito difíceis de detetar por radar, uma vez que voam a muito baixa altitude. Com pouco mais de seis metros de comprimento e 2,5 de largura, pesam sensivelmente entre uma e duas toneladas, e são extremamente rápidos, com uma velocidade próxima dos 900 km/h, o que significa que poderiam chegar a Moscovo em menos de uma hora, dependendo do local de lançamento. Não menos importante, o facto de poderem transportar vários tipo de de ogiva. A decisão do seu envio para a Ucrânia está agora nas mãos de Trump, sendo que a Rússia já avisou que, se tal vier a acontecer, a guerra pode escalar para um outro nível.
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