Petroleiro grego sofre danos em ataque no mar Negro
Navio tem uma tripulação de 10 gregos, 13 filipinos e um romeno.
Um navio grego que deveria transportar petróleo russo foi atacado este sábado com "um pequeno míssil ou drone" no mar Negro, que causou pequenos danos materiais, mas sem fazer vítimas, anunciou o Governo em Atenas.
O "Maran Homer" foi fretado pela petrolífera norte-americana Chevron e zarpou sem carga da cidade grega de Salónica, no mar Egeu, para transportar petróleo que deveria ter carregado no porto russo de Novosibirsk, em cujas proximidades ocorreu o ataque.
O navio tem uma tripulação de 10 gregos, 13 filipinos e um romeno.
"Considero inaceitável que se ataquem navios com bandeira grega e de propriedade grega", afirmou o ministro dos Assuntos Marítimos da Grécia, Vasilis Kikilias.
As autoridades desconhecem as circunstâncias do incidente, bem como a autoria do ataque.
Kikilias admitiu à emissora ERT que "faça parte da pressão exercida por países da região", sem referir nenhum.
Sugeriu que talvez esteja relacionado com a decisão dos Estados Unidos de permitir a venda de petróleo russo em trânsito durante um mês.
Washington justificou a suspensão das sanções à Rússia com as perturbações nos mercados causadas pela guerra que tem em curso contra o Irão, em conjunto com Israel, desde 28 de fevereiro.
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, insurgiu-se contra a decisão, alegando que permitirá à Rússia obter receitas para o esforço de guerra na Ucrânia.
A decisão também foi criticada pela União Europeia, que tem aplicado sanções à Rússia desde que invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022.
Após o ataque, o navio conseguiu continuar a navegar por meios próprios e estava atualmente a "afastar-se da região", disse o ministro grego.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt