Petroleiro grego sofre danos em ataque no mar Negro

Navio tem uma tripulação de 10 gregos, 13 filipinos e um romeno.

14 de março de 2026 às 10:15
Konstantinos Tasoulas, presidente da Grécia Foto: Yorgos Karahalis/AP
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Um navio grego que deveria transportar petróleo russo foi atacado este sábado com "um pequeno míssil ou drone" no mar Negro, que causou pequenos danos materiais, mas sem fazer vítimas, anunciou o Governo em Atenas.

O "Maran Homer" foi fretado pela petrolífera norte-americana Chevron e zarpou sem carga da cidade grega de Salónica, no mar Egeu, para transportar petróleo que deveria ter carregado no porto russo de Novosibirsk, em cujas proximidades ocorreu o ataque.

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O navio tem uma tripulação de 10 gregos, 13 filipinos e um romeno.

"Considero inaceitável que se ataquem navios com bandeira grega e de propriedade grega", afirmou o ministro dos Assuntos Marítimos da Grécia, Vasilis Kikilias.

As autoridades desconhecem as circunstâncias do incidente, bem como a autoria do ataque.

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Kikilias admitiu à emissora ERT que "faça parte da pressão exercida por países da região", sem referir nenhum.

Sugeriu que talvez esteja relacionado com a decisão dos Estados Unidos de permitir a venda de petróleo russo em trânsito durante um mês.

Washington justificou a suspensão das sanções à Rússia com as perturbações nos mercados causadas pela guerra que tem em curso contra o Irão, em conjunto com Israel, desde 28 de fevereiro.

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O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, insurgiu-se contra a decisão, alegando que permitirá à Rússia obter receitas para o esforço de guerra na Ucrânia.

A decisão também foi criticada pela União Europeia, que tem aplicado sanções à Rússia desde que invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022.

Após o ataque, o navio conseguiu continuar a navegar por meios próprios e estava atualmente a "afastar-se da região", disse o ministro grego.

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