Picada de aranha deixa menina de 8 anos com buraco na mão

Criança traumatizada recusa voltar a casa onde foi mordida.

28 de novembro de 2016 às 17:09
28-11-2016_17_03_44 PAY-Abbie-Kinnaird-spider-bite (2).jpg Foto: Direitos Reservados
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Abbie Kinnaird é a mais recente heroína do Broofield Hospital, em Chemsford, no Reino Unido, depois de se ter mantido corajosa após uma série de operações. A menina, de apenas oito anos, foi mordida por uma aranha-reclusa-castanha e a dentada deixou-a com uma enorme ferida aberta na mão.

A dentada desta aranha, uma das mais venenosas do mundo, é mortal quando não é tratada e causa a necrose (apodrecimento) da carne em volta do ferimento.

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Abbie estava a brincar na casa de banho quando foi mordida. Imediatamente a mãe da menina, Hayley Kinnaird, de 35 anos, chamou um extreminador, que encontrou mais duas aranhas da mesma espécie nos brinquedos e na cama da menina.

Ao fumigar a casa, que Hayley tinha alugado recentemente, percebeu que se tratava de uma infestação, uma vez que "começaram a surgir aranhas de todo o lado".

Eventualmente, a criança foi encaminhada para o hospital, numa altura em que a ferida já "apresentava uma cor escura no centro e deitava um líquido com um aspeto estranho", explicou a mãe de Abbie.

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No hospital, Abbie foi informada que tinha que ser sujeita a uma série de cirurgias, uma vez que tinha a mão em risco. Os médicos tiveram que retirar parte da carne infetada pelo veneno da aranha e depois reconstruir a mão da menina, com recurso a um enxerto.

"A princípio ela chorou muito quando lhe tive que explicar o que os médicos iam fazer. Mas depois foi muito corajosa. Os enfermeiros foram absolutamente fantásticos e um deles ‘adotou’ a Abbie, porque também tinha sido mordido por uma aranha em criança", conta Hayley.

No entanto, e após quatro dias de internamento, Abbie está traumatizada e recusa-se a voltar a casa. "Tremia por todos os lados. O exterminador já me tinha dito que não era boa ideia voltarmos para lá tão cedo. Por isso estamos em casa da minha mãe", conta a mãe inglesa, que já pediu alojamento temporário ao município, mas que não viu resposta ao pedido.

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