PM polaco responsabiliza redes sociais e videojogos por surgimento de "culto da violência" nas escolas

Tusk também relacionou a violência nos estabelecimentos de ensino com episódios de 'bullying' e de "maus-tratos psicológicos em casa ou na escola.

08 de outubro de 2026 às 14:25
Donald Tusk Foto: DR
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O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, responsabilizou esta quinta-feira as redes sociais e os videojogos no surgimento de um "culto da violência" entre os jovens, após ataques com facas cometidos por adolescentes em escolas polacas.

"Este culto da violência tornou-se omnipresente no mundo e, infelizmente, também chegou à Polónia", lamentou Donald Tusk durante uma conferência de imprensa realizada apões uma reunião ministerial.

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E isto, acrescentou, "sob a influência da internet [...], dos videojogos e dos conteúdos [...] que promovem a violência pura, as 'freak fights'".

Este termo em inglês, que significa "lutas de monstros", designa esta quinta-feira combates violentos entre celebridades ou influenciadores.

Tusk também relacionou a recente vaga de violência nos estabelecimentos de ensino com episódios de 'bullying' e de "maus-tratos psicológicos em casa ou na escola" sofridos pelos próprios agressores.

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Durante a reunião, convocada na sequência de dois ataques com facas perpetrados esta semana em escolas da Mazóvia (leste), que fizeram uma vítima mortal e 12 feridos no total, Tusk alertou para o perigo de se produzir um fenómeno de imitação através da internet que provoque mais incidentes semelhantes.

O chefe do Governo polaco afirmou haver "indícios" que levam a crer que os autores dos recentes ataques agiram motivados por terem sofrido "violência psicológica".

Tusk admitiu que as autoridades receiam que se verifique um "efeito de réplica" através da internet que multiplique os incidentes violentos no meio escolar e alertou para a urgência de travar a propagação de comportamentos violentos no ambiente digital através de instrumentos legais.

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Neste contexto, lamentou o veto imposto pelo Presidente polaco, Karol Nawrocki a uma lei que, segundo Tusk, permitiria bloquear de imediato conteúdos de ódio ou agressões transmitidas 'online' por menores.

Além disso, o chefe do Executivo polaco anunciou o reforço das patrulhas policiais diárias dentro e nas imediações de cada escola polaca, com visitas "se possível diárias" de agentes ao interior dos estabelecimentos de ensino.

A reunião de hoje de Tusk com os seus ministros surge na sequência do alarme social provocado por dois recentes ataques com arma branca registados na Polónia em apenas 48 horas, com um balanço de um morto e 12 feridos.

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O incidente mais recente ocorreu hoje de manhã em Leszczydól-Nowiny (leste), onde um ex-aluno de 15 anos do estabelecimento matou uma funcionária de 37 anos e ferido dois funcionários, entre os quais o diretor.

No dia anterior, um jovem de 19 anos feriu nove pessoas numa escola técnica de Ostroleka (leste).

Além disso, a polícia deteve quarta-feira, na mesma região, um estudante de 17 anos em cuja residência foram encontradas facas e listas de alvos, e que tinha sido denunciado como suspeito de planear um ataque.

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Perante esta escalada, a superintendente da Educação da Mazóvia, Wioletta Krzyzanowska, pediu hoje o reforço da segurança e instrução nas escolas sobre protocolos de crise.

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