Polícia brasileira 'caça' 40 mulheres que lideram crime organizado e rituais macabros
Mais de mil agentes em operação contra maior fação criminosa do Brasil.
Numa operação conjunta das polícias regionais de 11 estados do Brasil, mais de mil agentes estão desde o amanhecer desta terça-feira, 28 de Julho, a cumprir um total de 212 mandados de prisão e de busca e apreensão contra membros da maior organização criminosa brasileira, o PCC, Primeiro Comando da Capital, criado em São Paulo mas que já se espalhou por todo o país e até por outros países.
Chama a atenção que, entre os principais alvos dessa gigantesca ação contra o crime organizado estão 40 mulheres, que além de ocuparem funções de chefia na fação se destacam pela frieza e crueldade com que comandam os chamados "Tribunais do Crime", nos quais pessoas que caíram em desgraça na organização são assassinadas.
A ação foi autorizada pela justiça do estado de Alagoas, nordeste do Brasil, mas além de agentes desse estado estão envolvidos polícias de São Paulo, Paraíba, Mato Grosso do Sul, Paraná, Bahia, Ceará, Pernambuco, Piauí, Minas Gerais e Sergipe. Por envolver corporações policiais de vários estados (as polícias de segurança pública e judiciária no Brasil são regionais), a operação é coordenada pela Seopi, Secretaria de Operações Integradas, do Ministério da Justiça.
O grande número de mulheres participantes em organizações criminosas e até a ocuparem funções de comando é uma tendência cada vez maior no mundo do crime no Brasil. Em parte porque mulheres são cada vez mais seduzidas por esse submundo, mas também em função de várias delas terem sido forçadas ou terem decidido assumir o comando de grupos criminosos após a prisão ou a morte dos maridos.
De acordo com a investigação do Ministério Público de Alagoas, que também participa na operação, as mulheres que ocupam funções de chefia no crime organizado não são menos duras do que os homens em igual função, antes pelo contrário.
Na maior parte dos casos conhecidos, as mulheres que comandam essas quadrilhas são até mais decididas e frias do que os homens, e costumam ser impiedosas nos "tribunais" onde membros de quadrilhas rivais, traidores e até inocentes são torturados brutalmente por horas ou dias, demoradamente mutilados a sangue-frio e só depois de muito sofrimento abatidos, tudo isto filmado para depois ser compartilhado em redes sociais para servir como aviso a rivais e aos próprios membros da organização.
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