Polícia francesa acusada de mutilar estudantes
Um adolescente de 15 anos perdeu uma mão e parte do antebraço após a explosão de uma granada de atordoamento.
A polícia francesa está sob forte contestação devido à violência exercida contra estudantes durante os protestos que decorrem há três semanas. Há relatos de pelo menos quatro jovens mutilados por engenhos explosivos e de pelo menos seis com ferimentos graves, além de denúncias de agressões físicas, insultos e alegados abusos sexuais.
Um dos casos mais graves ocorreu a 5 de outubro, em Lens, no norte de França, quando um adolescente de 15 anos perdeu uma mão e parte do antebraço após a explosão de uma granada de atordoamento. Em Saint-Ouen-l’Aumône, um jovem de 14 anos sofreu fraturas no maxilar e perdeu vários dentes depois de ser atingido na cara por uma granada de gás lacrimogéneo.
Outro estudante, de 16 anos, perdeu a visão de um olho após sofrer um ferimento na cabeça, alegadamente causado por uma bala de borracha. Estão a decorrer dezenas de investigações por suspeitas de violência policial. As autoridades francesas defendem a necessidade de restabelecer a ordem, alegando que alguns manifestantes atacaram agentes e provocaram danos.
Os protestos, que exigem mais professores, melhores instalações e maior investimento na educação, intensificaram o debate sobre o uso de armas de dispersão de multidões e a proporcionalidade da resposta policial. O Governo suspendeu temporariamente a utilização de determinado tipo de granadas contra estudantes.
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