Polícia marroquina proíbe protestos no Rif pela morte de jovem ativista

Várias unidades da polícia de choque, equipadas com canhões de água, também se posicionaram em diversas zonas de Al-Hoceima.

09 de agosto de 2017 às 16:38
Polícia marroquina Foto: Getty Images
Polícia marroquina Foto: Getty Images
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A polícia marroquina impediu esta qurta-feira todas as manifestações em diversas povoações do Rif para condenar a morte de um ativista daquela região, que não resistiu aos graves ferimentos após confrontos entre manifestantes e polícia em 20 de julho.

Diversas equipas da polícia de intervenção marroquina deslocaram-se para o bairro de Sidi Abid em Al-Hoceima, a capital do Rif, para impedir uma manifestação convocada por ativistas locais em protesto contra a morte de Imad al Ataboi, 24 anos, e atribuída a uma ação policial, indicou a agência noticiosa EFE.

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Várias unidades da polícia de choque, equipadas com canhões de água, também se posicionaram em diversas zonas de Al-Hoceima.

A polícia marroquina também utilizou a força para impedir outras manifestações nas povoações de Imzouren e Izafzafen, a sul de Al-Hoceima.

"Não conseguimos organizar uma única concentração por culpa da polícia", disse à EFE um dirigente do Al Hirak al Shaabi (movimento popular), que promove manifestações em Rif desde outubro passado, em protesto contra o isolamento e abandono da região por parte do poder central.

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A polícia de choque marroquina também empregou a força para dispersar outra manifestação na cidade de Nador, 81 quilómetros a leste de Al-Hoceima.

Um irmão do jovem Imad disse à EFE que as autoridades marroquinas impediram a família de ver o corpo do ativista durante várias horas.

Um responsável do Conselho nacional de direitos humanos (CNDH, organismo oficial) informou posteriormente a EFE que as autoridades acabaram por concordar em realizar uma autópsia e permitir que a família visse o corpo antes do enterro, previsto para esta quarta-feira em Al-Hoceima.

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Imad Attabi morreu na terça-feira num hospital militar de Rabat, onde foi internado após as graves lesões cerebrais na sequência de confrontos em 20 de julho com a polícia de intervenção marroquina, no decurso da repressão do último protesto na cidade de Al-Hoceima.

O movimento de contestação Al Hirak al Shaabi decorre há mais de nove meses na cidade de Al-Hoceima, capital da província com o mesmo nome, para protestar contra o "Estado corrompido" e a marginalização desta região do Rif.

Com a intensificação das manifestações desde o final de maio na cidade de Al-Hoceima, epicentro da contestação, a polícia deteve mais de uma centena de pessoas, incluindo os principais mentores do movimento, indiciados por "atentado à segurança do Estado".

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