Polícia moçambicana detém mais um homem envolvido num rapto em Maputo

"Por alguma distração ou falta de perícia, deixaram alguns dados que nos fizeram chegar até este homem", referiu porta-voz.

04 de janeiro de 2023 às 09:40
Polícia Moçambique Foto: Getty Images
Partilhar

As autoridades moçambicanas detiveram um homem suspeito de estar envolvido num rapto ocorrido em outubro em Maputo, capital de Moçambique, anunciou o Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic).

A detenção do homem, de 35 anos, foi possível a partir do rastreio do parque automóvel em Maputo, onde terá sido comprada a viatura usada durante o rapto, disse Hilário Lole, porta-voz do Sernic na cidade de Maputo, durante uma conferência de imprensa na terça-feira.

Pub

"Por alguma distração ou falta de perícia, [os raptores] deixaram [no parque] alguns dados que nos fizeram chegar até este homem", referiu o porta-voz, sem avançar se o homem raptado terá ou não regressado a casa.

O detido, encontrado na província de Gaza, também no sul do país, negou as acusações e justificou que estava fora do país no período em que ocorreu o crime.

Pub

O Sernic indicou que há informações de que os raptores têm residências na África do Sul, o que facilita a sua movimentação entre os dois países, referindo que se está a "trabalhar para a sua neutralização e responsabilização".

O rapto ocorreu no dia 03 de outubro, na porta do Centro Cultural Islâmico, na avenida Alberto Luthuli, próximo da baixa da capital moçambicana, indicou, na altura, um segurança da entidade que presenciou o rapto.

Maputo e outras cidades moçambicanas, principalmente as capitais provinciais, voltaram a ser palco de uma onda de raptos desde 2020, visando principalmente empresários ou seus familiares.

Pub

Moçambique registou 13 raptos este ano e 33 detenções ligadas aos crimes, de acordo com os mais recentes dados avançados pelo Sernic.

Numa avaliação sobre a criminalidade, apresentada no início de junho, a procuradora-geral da República de Moçambique, Beatriz Buchili, referiu que os crimes de rapto têm vindo a aumentar e os grupos criminosos têm ramificações transfronteiriças, mantendo células em países como África do Sul.

A magistrada disse que há vítimas "constantemente chantageadas", mesmo depois de libertadas, para pagarem quantias em dinheiro para garantir que não voltam a ser raptadas.

Pub

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar