Polícia ouve Carlos
O príncipe Carlos foi pela primeira vez interrogado na semana passada pela polícia sobre a morte da sua ex-mulher, a princesa Diana de Gales, vítima de um acidente de viação em Paris em 1997.
Lorde John Stevens, ex-comandante da Polícia de Londres e responsável pelo inquérito, deslocou-se à residência oficial de Carlos, Clarence House, para o interrogar sobre as circunstâncias do acidente, que ainda permanecem obscuras. Não foram feitas quaisquer declarações à Imprensa. Segundo um agente policial, não está previsto que se realizem mais encontros entre Stevens e o príncipe Carlos relativos a esta investigação.
“Clarence House pode confirmar que Lorde Stevens se avistou recentemente com o príncipe de Gales no quadro do inquérito sobre a morte da princesa de Gales”, declarou um porta-voz do príncipe Carlos ao jornal londrino ‘Sunday Times’. “Não vamos fazer comentários. Mas não queremos enganar ninguém. Não temos nada a esconder. Sempre dissemos que ele [Carlos] se avistaria com Lorde Stevens e posso confirmar que isso já teve lugar”, referiu o porta-voz.
O inquérito sobre a morte da ‘Princesa doPovo’ foi aberto há cerca de dois anos na Grã-Bretanha na sequência de rumores sobre uma conspiração que teria levado à morte de Diana, na altura já separada de Carlos. Recorde-se que está na posse do juiz Michael Burgess, instrutor do processo, uma carta escrita pela princesa Diana em que esta assegura que o seu marido e alguns amigos planeavam a sua morte.
Diana e Carlos casaram-se em 1981 e o casal, que teve dois filhos, os príncipes William e Harry, separou-se 11 anos depois.
A 31 de Agosto de 1997, Diana, então com 36 anos, o seu companheiro Dodi al-Fayed e o motorista Henri Paul morreram no despiste da viatura em que seguiam, num túnel na capital francesa, Paris, quando o automóvel estava alegadamente a ser seguido por ‘paparazzi’. Um inquérito realizado em França após o acidente concluiu que o mesmo foi provocado por excesso de velocidade e pelo estado de embriaguês do motorista.
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