Revelada identidade de terrorista de Istambul

Osman Vadinov é checheno e um dos 13 suspeitos do ataque.

30 de junho de 2016 às 10:36
Istambul, Turquia, ataque Foto: SEDAT SUNA/EPA
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A polícia turca deteve esta quinta-feira 13 pessoas, incluindo três estrangeiros, na sequência do triplo atentado suicida que matou 42 pessoas no aeroporto internacional Ataturk de Istambul, foi noticiado.

A polícia de Istambul efetuaram rusgas simultâneas em 16 moradas na cidade, indicou a agência noticiosa Anadolu, sem precisar a nacionalidade dos estrangeiros.

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"Hoje cedo, a polícia efetuou rusgas em 16 locais para deter 13 suspeitos de pertencerem ao grupo extremista Daesh, incluindo três estrangeiros", disse um responsável turco, que pediu o anonimato.

A mesma fonte não indicou as nacionalidades dos estrangeiros suspeitos, mas disse "ser provável" que pelo menos um dos bombistas do aeroporto Ataturk fosse estrangeiro.

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O jornal Hurriyet identificou um dos três bombistas, que se fizeram explodir no aeroporto mais movimentado da Turquia na terça-feira, como Osman Vadinov, um checheno de origem russa.

Vadinov terá alegadamente entrado na Turquia a partir de Raqa, na Síria, o bastião do Daesh que as autoridades turcas pensam estar provavelmente na origem do ataque.

Até agora, os atentados não foram reivindicados.

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A Turquia desmantelou uma das células adormecidas do Daesh no país, na sequência de uma série de ataques mortíferos atribuídos aos 'jihadistas', que ocuparam grandes zonas no Iraque e na Síria, até á fronteira turca.

Entretanto, toda a oposição parlamentar turca exigiu a criação de uma comissão de investigação sobre as falhas de segurança no ataque no aeroporto Ataturk, sobre o qual os serviços secretos tinham feito um alerta há dias.

A exigência, formulada pelas três formações opositoras (social-democratas, nacionalistas e pró-curdos), foi travada na quarta-feira à noite pela maioria absoluta do partido no poder, o AKP.

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O Hurriyet noticia, na edição de hoje, que os serviços secretos turcos advertiram há 20 dias sobre a possibilidade de um ataque terrorista do Daesh no aeroporto Ataturk.

O partido social-democrata turca lembrou, ao pedir a investigação na quarta-feira, que no ano passado ocorreram 15 ataques bombistas, nos quais morreram 300 civis e dois mil ficaram feridos.

O primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, recusou na quarta-feira a existência de quaisquer erros nos sistemas de vigilância.

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"Os terroristas dispararam contra o pessoal de segurança na entrada, uma vez que não conseguiram passar pelos sistemas de controlo. Um deles acionou os explosivos no exterior, enquanto os outros aproveitaram o pânico durante o tiroteio para entrar (no aeroporto) onde se fizeram explodir", explicou.

Yildirim reconheceu que este ataque mostra a necessidade de reforçar os sistemas de segurança nos aeroportos.

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