Polícias choraram quando encontraram o corpo de Gabriel Cruz

Menino de oito anos foi assassinado pela madrasta no passado dia 27 de fevereiro.

15 de março de 2018 às 15:59
Gabriel Cruz Ramírez
Gabriel Cruz Ramírez Foto: María Lzn/Twitter
Gabriel Cruz, pais Foto: EPA
Gabriel Cruz Ramírez Foto: María Lzn/Twitter
Gabriel Cruz, pais Foto: EPA
Milhares de pessoas choram a morte de Gabriel Cruz Foto: EPA
Milhares de pessoas choram a morte de Gabriel Cruz Foto: EPA
Funeral de Gabriel Cruz Foto: EPA

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O caso de Gabriel Cruz, o menino de oito anos que foi assassinado pela madrasta no passado dia 27 de fevereiro, emocionou não só a Espanha (o seu país de origem), como todo o mundo.

Esta quinta-feira, José Hernández Mosquera, o comandante da Guardia Civil de Almería, explicou, entre lágrimas, que este poderá ter sido o momento mais duro da sua carreira. Durante uma conferência de imprensa aos jornalistas, o polícia disse que toda a equipa manteve a esperança de que iriam encontrar a criança viva, até ao fim do desfecho do caso.

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"No momento em que encontrámos o Gabriel morto o nosso mundo veio abaixo. Aquele que não chorou ali, fê-lo mais tarde, noutro momento. Somos humanos", disse com voz embargada.

Durante a reunião com a imprensa, que serviu para a polícia dar alguns detalhes sobre a "Operação Nemo" (que culminou com a detenção de Ana Julia Quezada, a madrasta do menino), os representantes máximos da Guardia Civil garantiram que para já "não há indícios que apontem para que o crime tenha envolvido 'terceiras pessoas'".

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Quanto à razão que terá levado a mulher a cometer tamanha atrocidade com a vida do enteado, as autoridades acreditam que tenham sido os ciúmes, uma vez que para Ángel Cruz (o pai de Gabriel), a criança era a coisa mais importante do mundo.

"Acreditamos que Ana Julia possa ter mentido quando afirmou que acabou com a vida de Gabriel após este a insultar e tentar agredir com um machado. Era um menino muito educado, amoroso e respeitoso", assegurou Juan Jesús Reina, o comandante da PJ da Guardia Civil.

Já quanto a Ana Julia Quezada, Juan Jesús Reina não se mostrou tão agradado. "Desde o princípio que elaborou uma farsa diante dos média e das autoridades. Era tudo um plano manipulador para tentar desviar as atenções", afirma.

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Ana Julia Quezada já confessou perante as autoridades que terá sido a autora da morte de Gabriel Cruz. A mulher vai aguardar em prisão preventiva até à data do julgamento.

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