Polícias violam turista argentina em casa de banho portátil no carnaval da Bahia

Acusados, já identificados, são três agentes da Polícia Militar da Bahia, fardados e em serviço.

16 de fevereiro de 2026 às 19:47
Polícia Militar brasileira Foto: Getty Images
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Uma cidadã da Argentina foi violada sexualmente dentro de uma casa de banho portátil instalada numa das principais avenidas da orla da cidade brasileira de Salvador, capital do estado da Bahia, durante um desfile de Carnaval de rua no Circuito Barra-Ondina, que corta dois dos mais elegantes bairros da capital baiana.

Os acusados, já identificados, são três agentes da Polícia Militar da Bahia, fardados e em serviço.

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Os pormenores deste crime brutal não foram divulgados, para preservar a vítima e a investigação, mas as violações aconteceram quando a turista, que já está há algum tempo na cidade, se afastou do namorado, também polícia, para ir à casa de banho. Terá sido dentro do exíguo espaço de uma das casas de banho químicas instaladas nas ruas pela edilidade que a jovem foi abordada pelos polícias e obrigada a manter relações sexuais com eles sob ameaça.

O namorado, a alguma distância, não se apercebeu do trágico ocorrido, estranhou o choro e o nervosismo da namorada ao sair da casa de banho mas ela não quis dizer-lhe o que tinha acontecido antes de sairem dali.

Com medo de que o namorado ao saber do crime que tinha sofrido reagisse e acabasse por trocar tiros e ser morto pelos colegas de farda, a vítima guardou silêncio e só lhe contou mais tarde, na cidade vizinha, Camaçari, onde finalmente prestou queixa contra os agressores sexuais. Foi levada a um hospital para ser observada e para a recolha de indícios da violência sexual.

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O secretário de Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, declarou-se profundamente indignado, prometeu que não aliviaria a responsabilidade dos agentes e que seria firme na aplicação da lei, e lembrou que a polícia tinha feito este ano um esforço adicional para impedir assédio contra as mulheres no Carnaval, jamais imaginando que um crime desses acabasse por ser praticado exactamente por quem deveria impedí-los.

Ainda de acordo com Werner, a investigação está praticamente concluída, só faltando anexar os resultados do ADN dos criminosos deixado no corpo da vítima.

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