Portugal condena ataque na capital do Burkina Faso e "deplora perda de vidas"
Morreram oito extremistas islâmicos e sete soldados.
O Governo português condenou o ataque de hoje à embaixada francesa e a uma unidade militar em Ouagadougou, capital do Burkina Faso, que provocou a morte de oito extremistas islâmicos e de sete soldados.
Em comunicado enviado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, salienta-se que o Governo português "condena com firmeza os ataques terroristas" e "deplora a perda de vidas humanas inocentes".
O executivo de Portugal manifestou também "a sua solidariedade para com o povo e as autoridades do Burkina Faso".
No comunicado salienta-se ainda que Portugal "está ao lado do Burkina Faso e dos países da região do Sahel na luta contra o terrorismo sob todas as suas formas, apoiando a prossecução de ações multilaterais de prevenção e repressão de atos terroristas".
De acordo com o ministro do Governo de Burkina Faso Remy Danjuinou, cinco dos extremistas morreram junto à embaixada e os restantes três perto do quartel militar.
Por seu lado, o ministro da Segurança burquinabê, Clément Sawadogo, declarou que o ataque foi realizado com recurso a uma viatura.
"O veículo estava carregado de explosivos, a carga era enorme" e fez "enormes danos", disse Sawadogo.
Outras "fontes de segurança", citadas pela agência francesa AFP, apontam já para 28 mortos e 85 feridos.
Durante a manhã, um grupo de homens armados atacou a zona diplomática e as instalações militares da capital do Burkina Faso, causando vários incêndios e envolvendo-se me confrontos com as forças de segurança.
Na zona diplomática onde ocorreu o ataque, encontram-se vários Ministérios (como Negócios Estrangeiros e Economia) e Embaixadas (França, Bélgica e Dinamarca).
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