PP muda de sede em Espanha para romper com passado

Casado diz que partido não pode continuar num local renovado com dinheiro ilícito.

17 de fevereiro de 2021 às 08:15
Foto: Chema Moya / epa
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Pressionado dentro do partido após os maus resultados de domingo nas eleições da Catalunha, onde o Partido Popular (PP) elegeu somente 3 deputados, Pablo Casado anunciou uma mudança da sede nacional da formação de direita. Situada no nº13 da rua Génova, em Madrid, a sede foi renovada com o saco azul do PP, atualmente no centro de um julgamento que tem como grande protagonista Luis Bárcenas, ex-tesoureiro do partido que denunciou o esquema de financiamento ilícito.

“Penso que não devemos continuar num edifício cuja reforma está nesta mesma semana a ser investigada nos tribunais”, salientou Casado. Falando ante o Comité Executivo do PP, não assumiu culpas pelo fracasso na Catalunha. Falou, isso sim, de “um ataque nunca visto” ao PP, com cumplicidade da imprensa, do Ministério Público e da Polícia. Na sua opinião, os magistrados passaram informações aos jornalistas sobre a confissão de Bárcenas, feita há muito, mas só revelada em pormenor pouco antes da campanha para as eleições catalãs.

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Casado anunciou ainda a criação de um departamento “para prestação de contas” que receberá denúncias anónimas, para melhorar a transparência da gestão partidária.

Pressionado dentro do partido após os maus resultados de domingo nas eleições da Catalunha, onde o Partido Popular (PP) elegeu somente 3 deputados, Pablo Casado anunciou uma mudança da sede nacional da formação de direita. Situada no nº13 da rua Génova, em Madrid, a sede foi renovada com o saco azul do PP, atualmente no centro de um julgamento que tem como grande protagonista Luis Bárcenas, ex-tesoureiro do partido que denunciou o esquema de financiamento ilícito.

“Penso que não devemos continuar num edifício cuja reforma está nesta mesma semana a ser investigada nos tribunais”, salientou Casado. Falando ante o Comité Executivo do PP, não assumiu culpas pelo fracasso na Catalunha. Falou, isso sim, de “um ataque nunca visto” ao PP, com cumplicidade da imprensa, do Ministério Público e da Polícia. Na sua opinião, os magistrados passaram informações aos jornalistas sobre a confissão de Bárcenas, feita há muito, mas só revelada em pormenor pouco antes da campanha para as eleições catalãs.

Casado anunciou ainda a criação de um departamento “para prestação de contas” que receberá denúncias anónimas, para melhorar a transparência da gestão partidária.

PORMENORES

Após denúncia da comunidade muçulmana, a campanha do partido de extrema-direita Vox para as eleições de dia 14 na Catalunha vai ser investigada judicialmente. Em causa estão possíveis crimes de ódio.

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O governo espanhol pediu aos partidos para chegarem rapidamente a um acordo de governo na Catalunha e garantiu que “respeitará qualquer decisão”. As forças nacionalistas reforçaram a maioria absoluta mas divisões quanto à linha de rumo para a independência ameaçam dificultar um acordo.

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