Presidente da Câmara do Rio de Janeiro detido por corrupção
Marcelo Crivella diz que a detenção se trata de uma "perseguição política".
O autarca da cidade brasileira do Rio de Janeiro, a segunda maior do Brasil, o bispo da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) Marcelo Crivella, foi preso ao amanhecer desta terça-feira, 22 de dezembro, acusado de corrupção.
A prisão acontece nove dias antes de Crivella, considerado pela imprensa do Rio de Janeiro o pior autarca da história da cidade, deixar o cargo, pois não conseguiu ser reeleito nas autárquicas do mês passado.
Crivella foi preso em casa, num elegante condomínio no bairro da Barra da Tijuca, zona oeste da capital fluminense, minutos após as seis horas da manhã locais, nove horas em Lisboa. A operação que o prendeu foi uma ação conjunta da Polícia Civil (Judiciária) e de um grupo especial do Ministério Público (MP) contra a corrupção.
Além de Crivella foram presos vários empresários, entre eles Rafael Alves, que o MP diz ser o chefe de uma organização criminosa montada dentro da própria edilidade, e que já ficou conhecida como "QG das Luvas".
De acordo com as investigações que culminaram esta terça-feira com as prisões, um grupo da total confiança de Marcelo Crivella montou um esquema que exigia o pagamento de avultadas somas em "luvas" a empresários que queriam ter negócios com o governo municipal carioca.
Ao ser preso, Crivella alegou que tudo não passa de perseguição política e que, na verdade, foi o autarca que mais combateu a corrupção na história do Rio de Janeiro. Todos os presos vão ser apresentados a um juiz às 15h00 locais, 18h00 em Lisboa, para confirmação ou anulação das prisões.
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