Presidente ucraniano demite governo
O presidente ucraniano, Viktor Yushchenko, anunciou esta quinta-feira a demissão do governo chefiado pela primeira-ministra Iulia Timochenko e encarregou Iuri Ekhanurov, actual governador da importante região industrial de Dnipropetrovsk, no leste do país, de formar um novo executivo.
A crise no governo liderado por Timochenko foi despoletada por uma série de demissões relacionadas com acusações de escândalos de corrupção, motivo que levou também o presidente ucraniano a demitir o secretário de Segurança e Defesa Nacional, Petro Porochenko.
Antes do anúncio oficial da sua destituição, o próprio Porochenko, até agora o homem forte de Yushchenko, havia já apresentado a demissão alegando querer impedir eventuais especulações de que poderia utilizar o cargo para interferir com as investigações ao escândalo de corrupção em torno do presidente.
Sábado passado, o secretário de Estado e chefe de gabinete da Presidência, Oleksandr Zinchenko, denunciou a corrupção reinante na equipa presidencial e personificou as acusações em Porochenko. Outro dos envolvidos neste caso foi o vice-primeiro-ministro Mykola Tomenko, que também apresentou a demissão.
As acusações de corrupção atingiram ainda o director do serviço de Fronteiras do país, Vladimir Skomorovski, e outros responsáveis aduaneiros, bem como um assessor de Yushchenko, Oleksandr Tretiakov, e o líder parlamentar do partido governante, Mykola Martynenko.
UE QUER ESTABILIDADE
A União Europeia (UE) apelou a uma acção rápida do presidente da Ucrânia para que possa ser mantida a estabilidade do país. “O presidente Yushchenko venceu as eleições com base num compromisso de reforma, de erradicação da corrupção e de uma política de ‘mãos limpas’ e estamos confiantes de que estes continuam a ser os princípios mestres da sua administração”, afirmou Emma Udwin, porta-voz da UE.
EUA PEDEM REFORMAS
Kurt Volker, do departamento do Estado dos EUA, avisou que Kiev não poderá esperar um convite para aprofundar laços com a NATO enquanto não implementar reformas democráticas e militares. Mas temperou as críticas: “Temos de ter expectativas a longo prazo e não sobrevalorizar os acontecimentos a curto prazo”.
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