Presidente da Argélia nomeia novos ministros

Nomeação para cargos da Energia e das Finanças.

11 de junho de 2016 às 23:11
Abdelaziz Bouteflika, ministros da Energia e das Finanças, Abdelmalek Sellal, política Foto: Louafi Larbi/Reuters
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O presidente argelino, Abdelaziz Bouteflika, nomeou este sábado dois novos ministros da Energia e das Finanças, numa remodelação do governo de Abdelmalek Sellal, em plena crise económica devido à quebra de receitas petrolíferas, indicou um comunicado da presidência.

O presidente da poderosa Sociedade pública de Eletricidade e Gás (Sonelgaz), Noureddine Boutarfa, vai liderar o setor vital da Energia.

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Este engenheiro, que dirige a Sonelgaz há mais de dez anos, vai suceder a Salah Khebri, no cargo há apenas um ano.

Nas Finanças, Haji Baba-ammi, ministro delegado do Orçamento, vai substituir Abderahmane Benkhalfa, um antigo banqueiro escolhido no ano passado para integrar o executivo.

O islamita Amar Ghoul, que tem ocupado diferentes funções ministeriais desde a eleição de Bouteflika em 1999, vai deixar pela primeira vez o governo.

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Ghoul vai ser substituído no Turismo por Abdelwahab Nouri, que liderava a pasta dos recursos hídricos. Para o lugar de Nouri vai Abdelkader Ouali, que deixará as Obras Públicas.

Neste último cargo vai ficar Boudjemaa Talai, que vai acumular esta pasta com a dos Transportes.

Quatro outras personalidades integram o governo. O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros (1988-1991) Boualem Bessaieh, de 86 anos, foi nomeado ministro de Estado, representante pessoal do presidente Bouteflika.

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A deputada conservadora Ghania Idalia foi nomeada ministra encarregada das Relações com o Parlamento, em substituição de Tahar Khaoua. Ela é a quinta mulher no governo.

Na Agricultura, Abdelsselam Chalghoum vai substituir Sid-Ahmed Ferroukhi.

Moatassem Boudiaf, diretor-geral da Moeda no ministério das Finanças, vai herdar a nova pasta da Economia Digital com o título de ministro delegado.

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Esta é a terceira remodelação decidida por Bouteflika, desde que foi reeleito pela quarta vez, em 2014, para um novo mandato de cinco anos.

Entre os ministros que se mantêm nos cargos, conta-se Nouria Benghabrit, ministra da Educação, no centro de um escândalo de fuga maciça de exames do 12.º ano.

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