Pressão de Ayuso ao rei de Espanha abre crise no PP

Presidente da Comunidade de Madrid sugeriu cumplicidade do monarca no indulto aos separatistas catalães.

18 de junho de 2021 às 09:11
Isabel Díaz Ayuso com o rei Felipe VI Foto: Juanjo Martin / EPA
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As palavras da presidente da Comunidade de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, sobre o papel do rei Felipe VI na concessão dos indultos aos separatistas catalães abriram uma crise interna no PP, com o líder do partido, Pablo Casado, a desautorizar publicamente a colega.

A polémica estalou quando, ao participar domingo na manifestação que juntou milhares de pessoas em Madrid contra os indultos, Ayuso tentou, aparentemente, pressionar o rei a recusar assinar os indultos propostos pelo governo socialista. “O que vai fazer o rei de Espanha? Vai assinar estes indultos? Vão torná-lo cúmplice disto?”, questionou Ayuso. Note-se que o rei, no cumprimento do seu papel constitucional, não pode recusar-se a assinar uma decisão do governo em funções.

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O líder do PP procurou matizar as palavras de Ayuso, afirmando que os indultos “são da exclusiva responsabilidade de Pedro Sánchez e do seu governo”. “Os espanhóis sabem muito bem que ninguém mais, além de quem os promove e aplaude, é responsável por este ato profundamente imoral e tragicamente equivocado. São eles os únicos cúmplices”, afirmou.

Ayuso, porém, não acusou a desautorização pública do líder do PP e insistiu. “Casado pensa exatamente o mesmo que eu. E pensamos que é uma humilhação e uma vergonha que o governo e os independentistas que se riem de todos os espanhóis celebrem ter colocado o rei de Espanha perante uma armadilha”, acusou.

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