Processo da irmã do rei resolvido na sexta-feira
Tanto a defesa como a procuradoria defenderam que a infanta Cristina deveria deixar de ser arguida no processo.
A justiça espanhola deverá decidir na sexta-feira se mantém a irmã do rei Felipe VI, a infanta Cristina, como arguida no processo conhecido como 'caso Nóos', em que há 11 outros arguidos.
As partes envolvidas no processo foram esta quinta-feira notificadas de que a decisão será lida no tribunal da 2.ª secção da Audiência Provincial de Baleares, em Palma de Maiorca, a partir das 12h30 locais (11h30 de Lisboa) de sexta-feira.
O auto definirá se a infanta, arguida por delitos fiscais e de branqueamento de capitais, vai ou não ser julgada no processo, em que o seu marido, Iñaki Urdangarin, é um dos dois principais suspeitos. Esta será a segunda vez que o tribunal determinará se a infanta continua ou não como arguida depois de em abril ter, pela primeira vez, deixado sem efeito esse facto.
Tanto a defesa como a procuradoria defenderam, em junho, que a infanta deveria deixar de ser arguida no processo.
Na altura, o procurador anticorrupção espanhol, Pedro Horrach, incluiu ainda entre os arguidos a mulher de Diego Torres, ex-sócio de Iñaki Urdangarin e outro dos principais suspeitos neste mega processo.
No seu recurso, Horrach considera que o juiz instrutor baseia a decisão de manter a infanta Cristina como arguida em "meras conjeturas" e que sofre de "contaminação judicial pela influência dos órgãos de comunicação social". Para o fiscal, o juiz José Castro atuou "imbuído de ondas prévias de imputs mediáticos interessados" evidenciando-se contradições e omissões nas resoluções adotadas pelo juiz durante o processo de instrução.
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