Proibida venda de combustíveis em contentores após incêndio com 163 vítimas na Guiné-Bissau

Prática, que é habitual no país, passa a ser proibída depois do incidente, que provocou um morto.

16 de fevereiro de 2026 às 14:37
Foto: Darcicio Barbosa/AP
Partilhar

O primeiro-ministro do Governo de transição na Guiné-Bissau, Ilídio Vieira Té, ordenou hoje o encerramento imediato de postos de combustíveis em contentores, depois de um incêndio em Bafatá com 163 vítimas, uma das quais morreu.

Esta prática habitual na Guiné-Bissau passa a estar proibida em todo o país, acrescentou Vieira Té, à margem de uma visita ao Hospital Nacional Simão Mendes, em Bissau, para onde foram transferidas 19 pessoas vítimas de queimaduras na sequência de uma explosão e incêndio, no sábado, num contentor de venda de gasóleo e gasolina em Bafatá, no leste do país.

Pub

Em declarações aos jornalistas transmitidas pelos órgãos de comunicação social local, Vieira Té lamentou que uma das vítimas transferidas para Bissau tenha falecido e adiantou que "haverá responsabilização" pelo acidente em Bafatá.

No incêndio, 163 pessoas sofreram queimaduras e atualmente 28 continuam em tratamento médico no hospital regional de Bafatá.

"Anunciamos hoje que vamos encerrar todos os contentores [de venda de combustíveis], dentro da cidade [de Bissau], e nas regiões (...) serão encerrados e removidos", declarou Ilídio Vieira Té, dirigindo-se ao ministro da Administração Territorial e Poder Local.

Pub

O primeiro-ministro afirmou que vai transmitir a mesma orientação ao ministro do Interior, general Mamasaliu Embaló.

Ilídio Vieira Té deve deslocar-se na terça-feira a Bafatá para visitar os sinistrados em tratamento no hospital local.

O ministro da Administração Territorial e Poder Local, Carlos Nelson Sano, que se deslocou a Bafatá no domingo, na companhia do ministro do Interior, observou que o incêndio, que se seguiu à explosão, terá sido potenciado com a intervenção dos populares que, por desconhecimento, tentaram apagar o fogo com água e areia.

Pub

"Isso fez aumentar as chamas", afirmou Nelson Sano.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar