Promotor que investiga os Kirchner tem a família ameaçada

Um dos promotores que está a investigar o alegado enriquecimento ilícito dos Kirchner revelou que tem a família ameaçada.

10 de maio de 2013 às 17:51
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Um dos principais promotores que investigam o alegado enriquecimento ilícito do falecido presidente da Argentina Néstor Kirchner e da mulher deste, a atual presidente do país, Cristina Kirchner, denunciou estar a sofrer ameaças de morte contra si e contra a sua família. Guillermo Marijuán, que já estava a usar escolta, teve a sua proteção pessoal e a da sua família reforçadas.

Guillermo denunciou que, além das ameaças que já vinha a sofrer desde que começou a investigar os Kirchner e empresários ligados à família da presidente argentina suspeitos de branqueamento de capitais, agora também a sua família está a ser ameaçada. Num telefonema anónimo, um homem afirmou que iria matar as filhas do promotor se este não parasse a investigação.

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O escândalo do presumível esquema de corrupção envolvendo o casal de governantes ganhou novos ingredientes há três semanas, quando o jornalista Jorge Lanata, do canal 13, ligado ao grupo “Clarín”, crítico de Cristina Kirchner, começou uma série de reportagens sobre o assunto. No domingo passado, ele entrevistou a ex-secretária de Néstor Kirchner, Miriam Quiroga, que deitou mais lenha na fogueira fazendo acusações contra o falecido presidente e a mulher dele.

Miriam, que foi demitida por Cristina após a morte de Néstor Kirchner por a atual governamte suspeitar que a secretária era amante do ex-presidente, diz que malas cheias de dinheiro proveniente de obras públicas superfacturadas eram recebidas na Casa Rosada, sede da presidência da Argentina. Segundo ela, o dinheiro era depois levado no avião presidencial até à província de Santa Cruz, onde os Kirchner têm o seu reduto eleitoral e várias propriedades, e daí seguia em aviões do empresário Lázaro Báez para bancos na Suíça.

De acordo com as denúncias que estão a ser investigadas, Báez era o chefe do esquema que lavava o dinheiro ilegal que alegadamente o presidente Néstor Kirchner e Cristina recebiam. Báez tornou-se um dos homens mais ricos da Argentina depois da chegada de Néstor Kirchner ao poder, em 2003, e ficou famoso por as suas empresas vencerem a maior parte dos concursos públicos para grandes obras no país.

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