Proprietário de bar suíço onde morreram 40 pessoas já tinha sido condenado por recrutar mulheres para prostituição
Esta sexta-feira, Jacques Moretti ficou em prisão preventiva, na sequência da investigação ao incêndio que deflagrou no espaço de diversão noturna.
O proprietário do Le Constellation, o bar suíço na estância de ski em Crans-Montana onde morreram 40 pessoas na sequência de um incêndio, já é conhecido pelas autoridades. Segundo o Le Parisien, Jacques Moretti, de 49 anos, tem antecedentes criminais.
Jacques, apelidado de "O Corso", foi acusado de "recrutar, treinar e aliciar" várias mulheres para "fins de prostituição", em La Clusaz, França, entre o verão de 2004 e 2005. Segundo a acusação, citada pela mesma fonte, Jacques "atuava como intermediário entre uma prostituta e uma pessoa que pagava pela prostituição de outras".
De acordo com as autoridades, citadas pela mesma fonte, o homem aliciou, ainda, diversas mulheres a prostituirem-se num apartamento localizado na Rue du Lièvre, em Genebra, Suíça. O aluguer da casa era pago por Jacques Moretti que também terá recrutado mulheres para trabalharem como prostitutas em estabelecimentos suíços geridos por outros homens em Berna e Solothurn.
A 20 de novembro de 2008, Jacques foi condenado pelo Tribunal Superior de Annecy a 12 meses de prisão, sendo que oito deles foram em pena suspensa. O homem foi apenas condenado pelos crimes de exploração sexual cometidos em França, uma vez que a justiça o absolveu dos crimes praticados em território suíço.
Apesar da condenação, o Le Parisien refere que Jacques Moretti ficou em prisão preventiva de 19 de novembro de 2005 a 9 de março de 2006. O resto do tempo da condenação esteve sob supervisão judicial.
No cadastro existe ainda a condenação a dois anos de prisão por fraude. Embora não tenha havido a formalização do processo, o Le Parisien indica que , há cerca de 30 anos, o homem já tinha estado na mira das autoridades por envolvimento num caso de sequestro.
Esta sexta-feira, o juiz decretou que Jacques fica em prisão preventiva na sequência da investigação ao incêndio que deflagrou no espaço de diversão noturna durante a festa de celebração do Ano Novo. A mulher, Jessica Moretti, também foi ouvida pela primeira vez, mas ficou em liberdade.
O casal está a ser investigado por homicídio por negligência, lesão corporal por negligência e incêndio criminoso por negligência.
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