Protestos derrubam comandante da Polícia de Choque de São Paulo
César Augusto Morelli estava no cargo há pouco menos que dois anos.
A onda de protestos que começou em junho na cidade de São Paulo e rapidamente se estendeu a todo o Brasil derrubou o comandante da polícia de choque paulista, coronel César Augusto Morelli, que estava no cargo há pouco menos de dois anos. Para o lugar dele foi nomeado o coronel Carlos Celso Savioli, que comandava a Polícia Militar na região de Santos.
A cabeça de Morelli era pedida por manifestantes e até por outros oficiais dentro da Polícia Militar, de que o Batalhão de Policiamento de Choque faz parte, pela violência usada inicialmente para reprimir protestos. Em junho, correram pelo mundo imagens da brutal repressão a manifestações pacíficas na capital paulista, em que muitos inocentes e até profissionais da informação foram detidos e agredidos, e que deram início a uma onda de protestos violentos.
Oficiais mais jovens que Morelli e que defendem um maior diálogo com as lideranças em casos de protestos de rua, sem abrir mão da manutenção da ordem, criticavam abertamente dentro da corporação tanto a repressão violenta inicial quanto a omissão verificada após as críticas à ação da polícia, quando agentes assistiram impassíveis a atos de vandalismo.
Segundo fontes da corporação, a exoneração do coronel só não ocorreu antes para a polícia não dar a impressão que tinha cedido às pressões das ruas, o que poderia ser encarado como demonstração de fraqueza.
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