Protestos na Tunísia fazem temer nova revolução
Manifestações contra o desemprego e a pobreza no país.
Protestos contra o desemprego e a pobreza registados esta quinta-feira na Tunísia reavivam temores de agitação social, cinco anos após a revolução no país ter sido desencadeada por queixas similares.
Protestos diários e confrontos com as forças de segurança na cidade de Kasserine seguem-se à morte de Ridha Yahyaoui, de 28 anos, que foi eletrocutado no topo de um poste de energia perto do gabinete do governador, no passado sábado, quando protestava por o seu nome ter sido retirado de uma lista de contratações para empregos no setor público.
À data, a revolta foi provocada pela morte de Mohamed Bouazizi, que se imolou em dezembro de 2010 como forma de expressar o seu descontentamento por uma situação de desemprego e de assédio policial, vindo a morrer um mês depois.
Perante a agitação crescente que a Tunísia volta agora a enfrentar, o primeiro-ministro, Habib Essid, interrompeu a digressão que estava a levar a cabo na Europa para regressar hoje ao país, e vai presidir a uma reunião de emergência do seu gabinete no sábado.
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