Quinze Sapadores Bombeiros de Lisboa mobilizados para resgate de vítimas dos sismos na Venezuela
Vão integrar força nacional de 60 operacionais.
Uma equipa de 15 elementos do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa (RSB) parte esta sexta-feira para a Venezuela para ajudar nas operações de socorro após os dois sismos que atingiram o país, integrando uma força nacional de 60 operacionais.
Os elementos do RSB destacados para a missão de busca e resgate de vítimas na Venezuela têm experiência em cenários de catástrofe, tendo parte da equipa integrado a força nacional que esteve na Turquia, em 2023, após os sismos que causaram milhares de vítimas mortais, avançou a Câmara Municipal de Lisboa, em comunicado.
Estes operacionais vão ser liderados pelo tenente-coronel Carlos Pereira, segundo-comandante do regimento, desempenhando igualmente funções de engenheiro civil para a avaliação das estruturas.
"É com orgulho que vejo os nossos bombeiros partirem, uma vez mais, com o elevado sentido de missão a que há muito nos habituaram, para apoiar a população da Venezuela nesta hora difícil", afirmou o presidente da CML, Carlos Moedas (PSD), citado na mesma nota.
Além dos 15 elementos do RSB, a equipa portuguesa que parte esta tarde para a Venezuela em aviões da Força Aérea é composta por 27 operacionais da GNR, 11 elementos da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e sete elementos do INEM.
Os dois grandes sismos que foram registados na Venezuela, na quarta-feira, causaram pelo menos 235 mortos e 4.300 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.
Entre os mortos, há pelo menos nove portugueses e luso-descendentes.
Portugal e outros sete países da União Europeia vão enviar equipas de busca e salvamento para a Venezuela.
Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.
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