Radicais marcam rumo de Hong Kong
Nas ruas e na cena política.
As eleições intercalares num círculo de Hong Kong, a 28 de fevereiro, assinalam a estreia eleitoral de novos atores radicais no território, que podem roubar espaço ao campo democrático tradicional.
"O candidato apoiado pelo campo democrático [Alvin Yeung Ngok-kiu, do Partido Cívico] parece estar numa batalha difícil com muitos concorrentes e, no final, pode acabar por perder para o campo pró-sistema", afirmou à Lusa o académico Chung Kim-wah, da Hong Kong Polytechnic University.
No Ano Novo Chinês, na zona de Mong Kok, a 8 de fevereiro, elementos de novos grupos radicais, designados 'localists', envolveram-se em confrontos violentos com a polícia, que deteve perto de meia centena de ativistas.
O lugar no Conselho Legislativo (LegCo) no círculo New Territories East pertencia a um deputado pró-democrata, que se demitiu em rutura com o Partido Cívico.
Agora, entre os sete candidatos ao lugar está Edward Leung Tin-kei, estudante de Filosofia da Universidade de Hong Kong e porta-voz do Hong Kong Indigenous que, como outros membros deste grupo, foi detido no âmbito dos motins.
O Hong Kong Indigenous é um dos grupos 'localists' que, em comum, têm a hostilidade ao governo regional e ao governo central chinês, a defesa da identidade do território e a rejeição do amor incondicional à pátria e ao Partido Comunista.
"Eu acompanho o Facebook e outras plataformas online e parece que muitos jovens, incluindo alguns dos meus alunos, estão a mudar o seu apoio para este candidato", afirmou o académico Chung Kim-wah, da Hong Kong Polytechnic University.
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