'Rainha da Cocaína' assassinada em Medellin aos 69 anos

A mulher, que durante décadas comandou a mais lucrativa rota de tráfico de cocaína, que ela mesma criou, da Colômbia para os EUA, via Flórida, foi assassinada na cidade colombiana de Medellin, onde vivia e construiu o seu império. Griselda Blanco, de 69 anos, foi executada com tiros na cabeça dentro de um talho no bairro de Belém.

04 de setembro de 2012 às 13:41
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A idosa estava há cerca de meia hora no talho, acompanhada da nora, escolhendo carne para a semana. Quando o dono do estabelecimento preparava as compras para serem levadas, dois homens chegaram de repente numa motorizada, entraram no talho, dispararam contra Griselda e fugiram rapidamente.

A mulher que já foi considerada a mais poderosa da Colômbia e uma das mais ricas do mundo ficou prostrada no solo, já morta. De acordo com familiares, Griselda estava totalmente afastada do crime organizado desde 2004, quando regressou à Colômbia depois de cumprir 30 anos de prisão numa penitenciária dos EUA por tráfico de droga e três assassínios.

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A hoje falecida 'Rainha da Cocaína', que também era conhecida como Madrinha, é acusada de ter mandado executar na Colômbia pelo menos 250 pessoas. Nos anos 70 e 80, depois de criar a rota Medellin-Flórida, comandou o tráfico de cocaína para os Estados Unidos e ficou ainda mais poderosa e mais rica após a morte do mega-traficante Pablo Escobar, cujo império do crime herdou.

Temida, poderosíssima e tendo acumulado uma fortuna até hoje incalculável, Griselda Blanco teve, no entanto, a sua vida também marcada por tragédias pessoais. Os seus dois maridos foram assassinados por disputas de cartéis de droga, dois dos seus quatro filhos foram mortos por ligações à Máfia, um terceiro cumpre até hoje prisão nos EUA e o quarto, a que foi dado o nome de Michael Corleone em homenagem ao famoso mafioso, sofre de uma doença grave.

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