Raio fere dezenas de pessoas em ação política em Brasília
Muitas pessoas desmaiaram e outras ficaram desorientadas.
Dezenas de pessoas ficaram feridas na tarde deste domingo em Brasília, capital do Brasil, quando um raio caiu exatamente no meio da multidão que participava numa ação política convocado pelo deputado de extrema-direita Nicolas Ferreira no Largo do Cruzeiro. Até às 17h30 horas de Lisboa as autoridades ainda não tinham divulgado o número exato de pessoas feridas nem o estado das mesmas.
Quando o raio caiu no meio da multidão durante a tempestade que se abateu sobre a capital brasileira, muitas pessoas desmaiaram e outras ficaram desorientadas. No local do acontecimento havia somente uma ambulância, e por isso houve uma enorme confusão inicial, uma vez que não havia quem atendesse todos os feridos.
Familiares, conhecidos e mesmo desconhecidos tentaram ajudar as vítimas, tentando acordá-las e carregá-las até à ambulância, no meio de um pânico generalizado e gritos de dor e de aflição. Entretanto, com a chegada de equipas dos Bombeiros, tendas de atendimento de emergência foram montadas no Centro Juscelino Kubitscheck, próximo ao Cruzeiro, e os socorristas começaram a separar as pessoas pelo grau de ferimentos.
Muitos feridos foram transferidos para o Hospital de Base, outros para o Hospital da Asa Norte, por necessitarem de cuidados mais especializados. Segundo a deputada Bia Kicis, outra das organizadoras do evento, nenhum dos feridos corre risco de morrer, mas essa informação não foi confirmada por nenhuma autoridade.
Carros de som, um guindaste que segurava uma gigantesca bandeira do Brasil e diversos outros veículos e equipamentos metálicos foram retirados da região, para evitar novos choques, e câmaras de emissoras de televisão e de circuitos de videovigilância foram afetadas e deixaram de transmitir e de gravar. Não obstante o acidente e a chuva torrencial, os organizadores da ação política mantiveram a manifestação e as pessoas não se desmobilizaram, mas o medo era evidente, com todos a abaixar-se a cada novo relâmpago que cortava o céu.
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