REALEZA SERÁ INTERROGADA
Membros da família real britânica poderão ser interrogados no âmbito da investigação à morte da princesa Diana e do seu namorado, Dodi al-Fayed, garantiu o chefe da Scotland Yard, sir John Stevens, numa entrevista à BBC.
Encarregado pelo magistrado Michael Burgess, no passado dia 6 de Janeiro, de investigar as teorias de conspiração em torno da morte de Diana e Dodi, num acidente de viação em França em 1997, Stevens afirmou que, se necessário, irá interrogar membros da família real, nomeadamente o príncipe Carlos. “Têm a minha palavra que vamos investigar todas as teorias e, quando tivermos acabado, saberemos a verdade e comunicá-la-emos ao juiz instrutor [Burgess]”, afirmou este respeitado responsável da Scotland Yard na entrevista.
Fontes policiais adiantaram, entretanto, a alguns jornais britânicos que o príncipe Carlos deverá ser interrogado no Verão pelo próprio John Stevens, que lhe vai perguntar directamente se ele conspirou para matar a ex-mulher e como era o seu relacionamento.
Este não será, todavia, o primeiro encontro do chefe da Scotland Yard com o príncipe herdeiro da Casa de Windsor. Stevens já se reuniu em segredo com Carlos na Clarence House pelo menos uma vez, dois dias depois de ter sido anunciada a investigação. Nesse encontro, que durou uma hora, Stevens expôs detalhadamente os focos da investigação e adiantou quais os membros da família real que poderão vir a ser interrogados. Durante o interrogatório, o príncipe deverá fazer-se acompanhar do seu novo advogado, Gerrad Tyrrell.
FILHOS PERTURBADOS
Segundo amigos de Carlos, a sua principal preocupação nesta investigação é o impacto que ela terá sobre os seus filhos William and Harry, que, adiantam, estão “magoados e perturbados com os rumores” de que o pai esteve envolvido na morte da mãe.
Recorde-se que no dia em que o investigador real Michael Burgess anunciou ter ordenado um inquérito à Polícia, o jornal ‘Daily Mirror’ revelou que Diana suspeitava que Carlos a queria matar, provavelmente num acidente. Estas suspeitas estão numa carta que Diana confiara ao seu mordomo Paul Burrell, a qual já tinha sido publicada naquele jornal, mas com o nome de Carlos riscado.
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