Regime trava revolta militar contra Maduro
Grupo de homens anuncia em vídeo rebelião contra “tirania assassina” de Nicolás Maduro.
Um dia depois da Assembleia Constituinte afastar do cargo a procuradora-geral Luisa Ortega, um grupo de militares tentou, ontem, tomar o Forte Paramacay, na cidade de Valência, numa tentativa de golpe que o regime de Maduro denunciou como um "ataque terrorista", que terá feito pelo menos um morto e um ferido. Sete pessoas foram detidas.
"Um ataque terrorista, para-militar, mercenário, que foi pago pela direita e os seus colaboradores, e pelo império norte-americano", acusou o comandante-geral do Exército, Jesus Suárez Chourio.
Um vídeo partilhado nas redes sociais mostrava um grupo de homens com uniforme militar a anunciar uma rebelião contra uma "tirania assassina do presidente Nicolás Maduro", antes de enumerar os nomes de várias pessoas que morreram nos protestos dos últimos meses.
"Isto não é um golpe, mas uma ação militar e civil para restabelecer a ordem constitucional", disse o líder do grupo, que se identificou como Juan Caguaripano.
O vice-presidente do Partido Socialista, Diosdado Cabello, acusou-os de um "ataque terrorista" na rede social Twitter.
PORMENORES
Roubam armas
O ministro da Defesa disse que alguns militares roubaram armas da base militar e que se encontravam a ser procuradas.
"Verdade"
O presidente do parlamento, Júlio Borges" exigiu ao governo a "verdade". "Não nos venham com histórias da carochinha.
Centenas na rua
A venezuelana Carolina Herrera, citada pela Reuters, disse que centenas saíram à rua para apoiar a ação contra Maduro.
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