Reino Unido anuncia financiamento para reparar infraestruturas energéticas da Ucrânia

Londres adiantou intenção de proibir o uso de gás natural liquefeito (GNL) russo nos transportes marítimos em 2026.

11 de novembro de 2025 às 23:11
Keir Starmer com Zelensky
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O Reino Unido anunciou esta terça-feira um novo pacote de 13 milhões de libras (15 milhões de euros) de ajuda à Ucrânia para reparar infraestruturas de energia danificadas por bombardeamentos russos e para apoio humanitário.

O financiamento pretende "ajudar a Ucrânia a restaurar infraestruturas energéticas vitais, mantendo as luzes acesas e o aquecimento ligado nas casas, hospitais e escolas ucranianas", refere o Ministério dos Negócios Estrangeiros em comunicado.

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Londres adiantou também intenção de proibir o uso de gás natural liquefeito (GNL) russo nos transportes marítimos em 2026, reforçando as sanções impostas recentemente às duas maiores empresas petrolíferas da Rússia, Rosneft e Lukoil.

O Reino Unido proibiu a importação de GNL russo em 2023, mas quer estender a sanções a serviços relacionados, como seguros para as exportações russas para países terceiros.

Desta forma, navios e serviços ligados ao Reino Unido não poderão transportar GNL russo a nível mundial.

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"Esta medida reduzirá significativamente as exportações russas de GNL e cortará diretamente o acesso aos serviços marítimos do Reino Unido, líderes mundiais. A proibição será implementada gradualmente ao longo de 2026, em conjunto com os nossos parceiros europeus", adiantou o Ministério.

Os anúncios coincidem com a participação da ministra dos Negócios Estrangeiros britânica, Yvette Cooper, na reunião com homólogos do G7 em Niagara, Canadá, esta terça e quarta-feira.

O comunicado refere que a ministra tem como prioridades mobilizar os aliados no apoio à Ucrânia e discutir temas como a segurança e crescimento económico e estratégias para controlar as migrações.

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Os ataques russos à Ucrânia, "não são apenas um ataque à segurança da Ucrânia, mas também uma ameaça à segurança económica, estabilidade e crescimento do Reino Unido", afirma, citada no comunicado.

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