Relator da ONU diz que persistem altos níveis de escravatura contemporânea no Brasil
Obokata concluiu que as manifestações atuais de escravatura no país são uma consequência do legado do comércio transatlântico de africanos escravizados.
O relator especial das Nações Unidas Tomoya Obokata considerou esta sexta-feira que persistem altos níveis de exploração laboral (infantil, doméstica e sexual) e de casamentos infantis no Brasil, apesar das tentativas de combate das autoridades às "formas contemporâneas de escravatura".
"Estou profundamente preocupado com os relatos de formas contemporâneas de escravatura que me foram compartilhados, particularmente por povos indígenas, pessoas de ascendência africana, incluindo membros da comunidade quilombola, mulheres que trabalham no setor doméstico, bem como migrantes e refugiados", declarou no final de uma visita oficial ao país.
Obokata concluiu que as manifestações atuais de escravatura no país são uma consequência do legado do comércio transatlântico de africanos escravizados e do colonialismo, uma vez que a exploração de populações historicamente marginalizadas foi normalizada na sociedade brasileira.
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