Repórteres agredidos por simpatizantes de Dilma
Operador de câmara e repórter foram agredidos ao vivo.
Vários repórteres que faziam a cobertura da saída de Dilma Rousseff do palácio do governo esta quinta-feira foram agredidos por simpatizantes da presidente afastada e por seguranças da própria presidência da República. Os profissionais mais visados foram os da Tv Globo, acusada pelo Partido dos Trabalhadores, por Dilma e por Lula da Silva de estar por trás do que eles classificam como um golpe de Estado.
O operador de câmara Wesley Araruna e o repórter Marcelo Cosme, que faziam a cobertura para o canal Globo News, foram agredidos ao vivo. Wesley chegou a ser atirado ao chão e teve a câmara arrancada das mãos, e Marcelo ficou com marcas das agressões no rosto ao tentar socorrer o companheiro de trabalho.
As agressões, a que a segurança presidencial e a polícia assistiram sem intervir para defender os jornalistas, aconteceram quando Dilma deixou o interior do Palácio do Planalto e desceu a rampa de acesso, acompanhada por Lula e aliados, para falar com manifestantes ligados a movimentos sociais próximos ao PT.
Logo à saída do edifício, a segurança, que deixou passar outros órgãos de comunicação social para seguirem Dilma, bloqueou a passagem dos repórteres da Globo, agredidos em seguida.
A transmissão não chegou a ser interrompida, pois os profissionais da Globo News continuaram a trabalhar mesmo após as agressões, assim que Wesley recuperou a câmara. No entanto, a transmissão ficou sem som durante algum tempo em consequência da violência.
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