República Dominicana leiloa em maio avião confiscado no caso "Air Cocaine"

Caso resultou na apreensão de 680 quilos de cocaína e na detenção de uma tripulação francesa no aeroporto cidade turística de Punta Cana.

17 de abril de 2026 às 01:08
República Dominicana, bandeira Foto: D.R.
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A República Dominicana vai leiloar em maio o avião confiscado no caso "Air Cocaine", que resultou na apreensão de 680 quilos de cocaína e na detenção de uma tripulação francesa no aeroporto cidade turística de Punta Cana (leste).

Num caso que fez manchetes e inspirou até uma minissérie da Netflix, as autoridades dominicanas descobriram, em março de 2013, 26 malas cheias de droga num jato privado Falcon 50, cujo plano de voo tinha como destino a icónica vila de Saint-Tropez (sul de França), destino predileto da elite internacional.

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O avião será leiloado por um valor aproximado de 1,6 milhões de dólares, anunciou esta semana o Instituto Nacional de Salvaguarda e Administração de Bens Apreendidos.

O leilão incluirá também apartamentos, joias e iates confiscados noutros casos de tráfico de droga, branqueamento de capitais e corrupção, informou a agência.

A bordo da aeronave apreendida seguiam os pilotos franceses Pascal Fauret e Bruno Odos, bem como outros dois cidadãos franceses, Nicolas Pisapia e Alain Castany.

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Neste caso complexo, os dois pilotos, ambos veteranos da Força Aérea Francesa, fugiram de barco da República Dominicana, onde estiveram presos 15 meses, para chegar a França.

Processados pela justiça francesa, foram absolvidos em segunda instância em 2021, após terem sido condenados em 2019 a seis anos de prisão.

Em 2022, porém, o Supremo Tribunal de França confirmou as penas de seis anos de prisão dos executivos da companhia aérea SN-THS, envolvida no tráfico. Pierre-Marc Dreyfus e Fabrice Alcaud foram considerados culpados em 2021 por "importação de narcóticos como parte de um grupo organizado".

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Dreyfus e Alcaud sempre negaram ter conhecimento de carregamentos de cocaína provenientes das Caraíbas e da América Latina a bordo das suas aeronaves, que foram fretadas através de intermediários com ligações a traficantes.

O tribunal manteve ainda a pena de 18 anos de prisão de Ali Bouchareb, considerado o mentor dos três voos em causa.

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