Rio de Janeiro tem mais de cinco mil pessoas a viver na rua

Maioria dos sem abrigo são homens.

31 de outubro de 2013 às 18:57
Brasil, Rio de Janeiro, rua, sem abrigo, cidade maravilhosa, Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social Foto: Getty Images
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O Rio de Janeiro, conhecida mundialmente como a ‘Cidade Maravilhosa’, não é tão maravilhosa assim, pelo menos para 5.580 pessoas. Esse é o número de sem abrigo que vivem nas ruas da cidade, de acordo com os dados da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social da capital carioca.

Segundo a pesquisa, 81,8% dessas pessoas são homens e 1% são crianças. No total, 40% das pessoas que vivem na rua estão na região central da cidade, onde ficam os escritórios das grandes empresas públicas e privadas e onde há um comércio muito forte, e na zona sul, onde se localizam os hotéis frequentados pelos turistas, principalmente estrangeiros.

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Os outros 60% vivem um pouco por quase todos os bairros da cidade, com destaque para o do Bonsucesso, no extremo norte da capital carioca, segundo a secretaria. Aí localiza-se um conhecido ponto de encontro de pessoas que consomem drogas, situação comum para quem vive na rua. O levantamento identificou 540 pontos na cidade onde vivem sem abrigo.

Adilson Pires, secretário de Desenvolvimento Social, afirmou que este foi o primeiro levantamento feito de forma abrangente na capital carioca. As pessoas foram abordadas e ouvidas individualmente, para se ouvir as suas opiniões.

“Não fizemos esta pesquisa apenas para sabermos quantas pessoas estão a morar na rua, o número total não é o mais importante. O mais importante é nós conhecermos as pessoas que estão na rua, de forma individualizada, e traçarmos um perfil. A meta é termos uma política pública mais eficaz, mais correta, mais humanizada, que permita refazer a vida dessas pessoas”, declarou Pires.

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Entre as medidas mais imediatas anunciadas pelo secretário estão a construção de dois centros de acolhimento, onde os sem abrigo que não conseguem ou não gostam de ficar nos abrigos municipais poderão pelo menos fazer refeições e tomar banho, e de dois hotéis populares. Estes dois últimos, a serem erguidos no centro da cidade, destinam-se a pessoas que não vivem exatamente nas ruas, têm trabalho mas, por viverem muito longe do centro e não terem dinheiro para irem todos os dias para casa, acabam por também ficar na rua de segunda a sexta.

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