Rockets atingem Norte de Israel

O Norte de Israel, junto da fronteira com o Líbano, foi ontem atingido por pelo menos três rockets, suscitando receios da repetição da guerra de 2006 com o Hezbollah e a abertura de uma segunda frente de batalha para Israel. O governo israelita afirma, no entanto, que os autores dos disparos não foram guerrilheiros do movimento radical libanês e sim "elementos palestinianos" infiltrados.

09 de janeiro de 2009 às 00:30
Rockets atingem Norte de Israel Foto: Mohammed Salem/Reuters
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Dois dos projécteis lançados do Líbano atingiram áreas da Galileia, sem fazer vítimas, e um terceiro caiu em Nahariya, fazendo pelo menos dois feridos ligeiros.

As suspeitas recaíram inicialmente sobre o Hezbollah devido às ameaças feitas pelo líder da organização, Sayyed Hassan Nasrallah, que prometeu abrir uma nova frente de combate em caso de incursão terrestre em Gaza.

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No entanto, Israel descarta a implicação no movimento. "Penso que se trata de incidentes isolados", afirmou Rafi Eitan, antigo membro da Mossad e ministro do governo de Ehud Olmert. Do lado libanês, o governo assegura ter informações que ilibam o Hezbollah.

Os responsáveis dos disparos, segundo Israel, foram elementos da Frente Popular para a Libertação da Palestina Comando Geral (FPLP-CG), grupo com presença importante no Sul do Líbano.

Israel respondeu de forma contida ao ataque, disparando cinco mísseis e fazendo raides aéreos na área, controlada por tropas libanesas e pela FINUL, força da ONU na região. O comando desta força declarou "estado de alerta máximo" e apelou à contenção.

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Entretanto, em Gaza, a ONU decidiu suspender as operações humanitárias "devido às acções hostis contra o seu pessoal e instalações". A decisão foi tomada, revelou o secretário-geral, Ban Ki-moon, depois de bombas israelitas destruírem um comboio humanitário, matando dois condutores. Paralelamente, a Cruz Vermelha acusou Israel de atrasar o acesso de ambulâncias a Gaza.

MAIS DADOS

VATICANO

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As relações entre o Vaticano e Israel azedaram depois de o cardeal Renato Martino, presidente do Conselho para Justiça e Paz, chamar a Gaza "grande campo de concentração".

HAMAS REJEITA TRÉGUA

O Hamas divulgou ontem um comunicado rejeitando o plano da França e Egipto para pôr fim ao conflito em Gaza. Horas depois, fontes do movimento radical palestiniano negaram a informação.

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ESTRAGEIROS SAEM

Israel autorizou ontem cerca de 250 estrangeiros e palestinianos com dupla nacionalidade a saírem da Faixa de Gaza, onde a ofensiva de Israel já fez mais de 700 mortos.

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