Rodrigo Alvim: "Bruno estava debilitado e muito magro"
Rodrigo Alvim, antigo futebolista do Belenenses e colega do guarda-redes Bruno no Flamengo, ainda recorda o dia em que o companheiro foi detido pela polícia, acusado que mandar assassinar a modelo Eliza Samúdio. “Em 2010, íamos viajar para o interior, onde faríamos a pré-temporada, e fomos avisados que ia rebentar uma notícia quente relacionada com o Flamengo”, disse ao CM.
“Disseram-nos que a modelo estava desaparecida e que o Bruno estava a ser procurado pela polícia,” continuou o antigo lateral-esquerdo do Belenenses. “O que é certo é que ele não viajou para o estágio. Pensámos que seria um engano, mas infelizmente não foi assim e 20 dias depois, quando regressámos ao Rio, foi um tumulto,” afirmou Rodrigo Alvim.
“Nunca tinha visto tanto jornalista junto, helicópteros filmavam a nossa chegada e no aeroporto as pessoas olhavam para nós como se fossemos bandidos. Foi terrível,” recorda ao CM Rodrigo Alvim, que tempos mais tarde foi ouvido no processo, juntamente com Zico.
Foi nessa altura que o ex-Belenenses voltou a ver o guarda-redes Bruno. “Ele estava muito debilitado e bem magro, fiquei muito triste, afinal ele era meu companheiro de equipa, meu amigo,” disse.
Rodrigo Alvim não quer falar sobre a culpa ou inocência de Bruno. “A gente nunca sabe o que é verdade e o que é mentira e eu não quero acusar ninguém. O Bruno era nosso companheiro, nosso capitão, nosso amigo. Estou muito triste por ele, pela sua família e pelas suas filhas”, afirma Rodrigo, que recorda o grande profissionalismo de Bruno. “Ele era um grande goleiro [guarda-redes], o melhor com quem já joguei, o futebol brasileiro perdeu muito com tudo isto, mas quem perdeu mais foi o próprio Bruno,” conclui.
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