Rússia aceita tréguas após imagem chocante

Kremlin aberto à proposta da ONU de uma trégua humanitária semanal de 48 horas.

20 de agosto de 2016 às 13:27
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A imagem do pequeno Omran Daqneesh, de 5 anos, coberto de pó e sangue, desorientado depois de sobreviver a um bombardeamento em Alepo, tornou-se no símbolo do sofrimento numa guerra que há cinco anos despedaça a Síria. O choque mundial causado pela foto de Omran, já batizado ‘o menino da ambulância’, levou a Rússia a afirmar-se pronta adotar, já na próxima semana, a proposta da ONU de uma trégua semanal de 48 horas nos combates em Alepo, para permitir ajuda humanitária. Apesar disso, a Rússia nega culpas no ataque que visou o bairro de Qaterji, onde vivia Omran.

Os militares russos garantem que nunca bombardeiam áreas habitadas e acusam os rebeldes que Bashar al-Assad. A Rússia alega que o vídeo do resgate da criança, na quarta-feira, mostra vidros de janelas intactos num prédio vizinho. Isso é sinal, afirmam os russos, de que a casa de Omran não foi destruída por um ataque aéreo mas sim por uma mina colocada pelos rebeldes, "para pôr em causa os esforços humanitários".

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Sobre a trégua, Igor Konashenkov, do ministério da Defesa russo, referiu que só funcionará "com a garantia dos parceiros norte-americanos de que as caravanas humanitárias serão encaminhadas com segurança", especialmente "nos territórios sob controlo da dita ‘oposição moderada’", apoiada pelos EUA.

"Verter lágrimas pelas crianças não basta"

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