Rússia e ASEAN decidem expandir cooperação no setor energético
Os dois lados visam sobretudo garantir "a segurança e a diversificação do fornecimento de energia" através de contratos de longo prazo para o petróleo, gás, gás natural liquefeito e eletricidade.
A Rússia e os 11 países da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) concordaram cooperar mais em setores como a energia e a segurança alimentar, durante uma cimeira realizada na cidade russa de Kazan.
Na declaração final destacam-se os planos para reforçar a cooperação nos setores da energia, transportes e logística, segurança alimentar, agricultura, digitalização, ciência e tecnologia, inteligência artificial, turismo e produção inovadora.
Os dois lados visam sobretudo garantir "a segurança e a diversificação do fornecimento de energia" através de contratos de longo prazo para o petróleo, gás, gás natural liquefeito e eletricidade.
Isto incluirá a cooperação nas áreas da transição energética, fontes de energia renováveis e energia nuclear, na qual a Rússia é líder mundial.
O secretário-geral da ASEAN, Kao Kim Hourn, afirmou na quarta-feira que o grupo continua interessado em aumentar as importações de hidrocarbonetos da Rússia, apesar das renovadas ameaças de sanções contra o petróleo e o gás russos por parte do G7 (grupo das sete maiores economias do mundo).
"As necessidades energéticas da ASEAN continuam a crescer. Isto significa que precisamos de uma rede de fornecimento desenvolvida e diversificada e a Rússia tem uma vasta experiência na geração de eletricidade e no fornecimento de recursos energéticos", disse Kim na abertura do Fórum Empresarial Rússia-ASEAN.
Devido ao encerramento parcial do estreito de Ormuz -- por onde era transportado um quinto do petróleo mundial -, na sequência da guerra no Irão, as Filipinas compraram 2,4 milhões de barris de crude russo para expandir as suas reservas, depois de terem declarado estado de emergência energética no arquipélago.
O Vietname e o Laos assinaram também acordos com Moscovo para a construção de centrais nucleares.
A Rússia vê os países asiáticos, especialmente a China e a Índia, como uma alternativa à Europa, que praticamente suspendeu as importações ao país após o início da guerra na Ucrânia.
O Presidente russo, Vladimir Putin, e o Presidente filipino, Ferdinand Marcos Jr., abriram esta quinta-feira a cimeira, assinalando o 35º aniversário das relações entre o país euroasiático e o grupo formado pelas Filipinas, Singapura, Malásia, Vietname, Indonésia, Tailândia, Brunei, Laos, Camboja, Myanmar e Timor-Leste.
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