Rússia e Brasil assinam acordo de extração e processamento de minerais raros
Nova entidade é destinada a desenvolver projetos de prospeção, extração e processamento de matérias-primas estratégicas.
A agência nuclear russa Rosatom e a empresa brasileira Núcleo Brasil Energia Participações (NBEPar) acordaram a criação de uma empresa conjunta para a extração e processamento de minerais de importância crítica no Brasil.
Segundo um comunicado da Rosatom, a Uranium One Group, integrada no grupo empresarial TENEX da estatal russa, e a NBEPar assinaram um acordo para fundar a Nadina Minerals, destinada a desenvolver projetos de prospeção, extração e processamento de matérias-primas estratégicas.
No âmbito da parceria, a nova entidade vai procurar obter licenças, realizar trabalhos de prospeção geológica e criar unidades modernas para o processamento de metais essenciais ao desenvolvimento de setores de alta tecnologia.
A assinatura ocorreu durante o fórum internacional Nuclear Summit 2026, realizado no Rio de Janeiro em 23 a 24 de março.
A Rosatom recordou ainda a longa experiência de cooperação nuclear com o Brasil, nomeadamente no fornecimento de combustível nuclear enriquecido e na conversão de urânio brasileiro.
Os minerais raros, como o lítio, são um conjunto de elementos químicos essenciais para a produção de alta tecnologia.
A Rússia possui reservas de minerais raros e terras raras estimadas em cerca de 12 milhões de toneladas, incluindo lítio, cobalto e níquel, essenciais para a transição energética pelo seu papel essencial na produção de baterias, ímanes e turbinas.
O Brasil, por outro lado, possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, com cerca de 21 milhões de toneladas, representando aproximadamente 23% das reservas globais.
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