Saiba quem é Jean Claude Arnault, o homem que fez cancelar o Nobel da Literatura

Fotógrafo é acusado de assédio a dezenas de mulheres.

04 de maio de 2018 às 12:39
Fotógrafo Jean Claude Arnault é acusado de assédio sexual a dezenas de mulheres Foto: Direitos Reservados
Academia do Prémio Nobel, na Suécia Foto: Getty Images

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O Nobel da Literatura deverá ser duplamente entregue em 2019, depois de a Academia Sueca anunciar a decisão de que não haverá entrega este ano devido a acusações de assédio sexual.Mais recentemente, o fotógrafo foi acusado de apalpar a princesa Victoria da Suécia num encontro na Vila da Academia Sueca em Djurgården, Estocolmo. Arnault foi alegadamente denunciado por três testemunhas que disseram ver a princesa a afastar-se discretamente do fotógrafo, segundo avança o diário sueco Svenska Dagbladet. Depois de revelados outros casos que envolvem Jean Claude - denúncias de assédio sexual feitas por 18 mulheres -, os estatutos da Academia Sueca podem agora ser alterados pelo rei Carlos XVI Gustavo da Suécia, com o objetivo de haver novas nomeações.Foi aberta uma investigação, uma vez que as alegações não foram denunciadas à polícia, mas 17 dos 18 casos acabaram por ser arquivados por falta de provas pelo Ministério Público. O fotógrafo nega as acusações e diz ser um ataque direto do jornal Dagens Nyheter, que avançou inicialmente com a notícia das acusações.A família real sueca junta-se assim à campanha #MeToo, contra os abusos e assédio sexual, mas não comentou o incidente.  

O fotógrafo francês Jean Claude Arnault, de 71 anos e nascido em Marselha, é casado com Katarina Frostenson, ex-integrante da Academia, e um dos que estão envolvidos no caso, por ter sido acusado de assédio.

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Mais recentemente, o fotógrafo foi acusado de apalpar a princesa Victoria da Suécia num encontro na Vila da Academia Sueca em Djurgården, Estocolmo. Arnault foi alegadamente denunciado por três testemunhas que disseram ver a princesa a afastar-se discretamente do fotógrafo, segundo avança o diário sueco Svenska Dagbladet. Depois de revelados outros casos que envolvem Jean Claude - denúncias de assédio sexual feitas por 18 mulheres -, os estatutos da Academia Sueca podem agora ser alterados pelo rei Carlos XVI Gustavo da Suécia, com o objetivo de haver novas nomeações.Foi aberta uma investigação, uma vez que as alegações não foram denunciadas à polícia, mas 17 dos 18 casos acabaram por ser arquivados por falta de provas pelo Ministério Público. O fotógrafo nega as acusações e diz ser um ataque direto do jornal Dagens Nyheter, que avançou inicialmente com a notícia das acusações.A família real sueca junta-se assim à campanha #MeToo, contra os abusos e assédio sexual, mas não comentou o incidente.  

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