Sakineh Ashtiani, condenada a morrer por lapidação, não foi executada

A iraniana Sakineh Mohammadi-Ashtiani condenada à morte por lapidação e que a comunidade internacional está a tentar salvar continua viva e não deverá ser executada esta quarta-feira no Irão, contrariamente ao que temiam os defensores, foi anunciado.

03 de novembro de 2010 às 11:01
iraniana,condenada,morte,Sakineh Ashtiani,lapidação,enforcamento Foto: d.r.
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“A hora das execuções  já passou, portanto não é para hoje. Mas o perigo mantém-se e isso pode  acontecer a qualquer momento", declarou a porta-voz e uma das fundadoras  do Comité internacional contra a Lapidação, com base na Alemanha, citando  fontes do Comité no Irão.

Segundo Mina Ahadi, a comunidade internacional teve um papel para que  esta mulher de 43 anos ainda esteja viva.

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"Certos países como a França, o Reino Unido, a Itália, a União Europeia,  via a representante Catherine Ashton, e os Estados Unidos reagiram fortemente  na terça-feira", ao mostrarem inquietação publicamente com a execução iminente,  referiu a porta-voz.

Sakineh Mohammadi-Ashtiani foi condenada à morte em 2006 por adultério. A iraniana foi condenada à morte por enforcamento pelo envolvimento  no assassínio do marido e à morte por lapidação por outras acusações de  adultério.

A primeira condenação foi comutada em recurso para uma pena de  prisão de dez anos.Mas a condenação à morte por lapidação foi confirmada em 2007 pelo Supremo  Tribunal.

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No entanto, em declarações à Lusa na terça-feira, Mina Ahadi afirmou  que a iraniana deveria ser executada por enforcamento.

O temor de uma lapidação iminente, denunciada este verão pelo filho  da iraniana, desencadeou uma vasta campanha internacional para evitar a  execução da pena.

A execução da sentença foi suspensa pela justiça iraniana no início  de julho.  Na terça-feira, a inquietação foi reavivada devido a informações recebidas  de fontes iranianas pelo Comité internacional contra a lapidação que indicam  que o nome da iraniana está na lista de condenados à morte a serem executados  nos próximos dias ou semanas.

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A lista é elaborada pelo Supremo Tribunal  iraniano e foi enviada recentemente para a prisão de Tabriz, onde está detida  a iraniana, explicou a porta-voz do Comité.             

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