Sarney “dono” do Senado
A divulgação pela imprensa de uma escuta telefónica gravada pela polícia com autorização da Justiça reavivou ontem as denúncias contra a família Sarney, particularmente contra o presidente do Senado e um dos seus filhos, o empresário Fernando Sarney. Na conversa gravada, este afirma conseguir arranjar cargos no Senado para quem ele quiser e garante ser até “dono” de vagas em gabinetes de senadores.
Fernando tranquilizava nessa conversa, em Agosto do ano passado, o próprio filho, João Fernando, então assessor no gabinete de um senador eleito pelo Maranhão, estado dominado há décadas pela família Sarney. João temia perder o emprego mas Fernando sossegou-o, afirmando que ele “metia no Senado quem quisesse” e se tivesse que o tirar, colocaria no seu lugar outra pessoa próxima, “pois era o dono daquela vaga”. Afonso acabou por sair do Senado mas, na vaga, Fernando colocou a mãe de João, Rosangela Gonçalves.
A família Sarney está sob investigação federal há muito tempo, mas o poder político de José Sarney, presidente do Senado, que já escapou a 11 acções no Conselho de Ética graças à pressão de Lula da Silva, tem impedido que os processos tenham resultados práticos.
GOVERNADOR INSULTA MINISTRO
O governador do estado brasileiro de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, da base aliada do presidente Lula da Silva, chamou "veado" (calão brasileiro para definir homossexual) ao ministro do Ambiente, Carlos Minc, durante uma reunião com empresários do ramo da cana-de-açúcar. E ainda adiantou que se Minc visitasse Campo Grande, a capital estadual, correria atrás dele para o violar no meio da rua.
Minc, que se tem oposto à expansão da cana-de-açúcar no Pantanal, uma área de preservação ambiental no Mato Grosso do Sul, limitou-se a responder, através do site do Ministério, que Puccinelli é um "truculento ambiental".
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