Seis detidos e dois desaparecidos por homenagearem Liu Xiaobo

Pequim está a levar a cabo uma campanha contra cidadãos que prestem tributo ao Nobel da Paz chinês.

25 de julho de 2017 às 12:00
China, Global Times, Pequim, Partido Comunista Chinês, Direitos Humanos, PCC, Nobel, Liu Xiaobo, Paz, Liaoning, Diário do Povo, Nobel da Paz, Estados Unidos, Shenyang, União Europeia, Governo, Alemanha, EUA, médico alemão Foto: Getty
Dissidente chinês Liu Xiaobo recebeu o Nobel da Paz em 2010 Foto: Reuters
Liu Xiaobo Foto: D.R.

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Seis pessoas encontram-se detidas e duas estão desaparecidas após terem homenageado o Nobel da Paz chinês, Liu Xiaobo, que morreu este mês sob custódia da polícia, segundo dados compilados por ativistas e amigos da família.

Pequim está a levar a cabo uma campanha contra ativistas e outros cidadãos que prestaram tributo a Liu Xiaobo, ativista pela democracia no país asiático, enquanto o paradeiro da viúva, Liu Xia, continua a ser desconhecido.

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"O Governo tem medo de que, caso os atos de homenagem não sejam reprimidos com força, estes progridam para reclamações de liberdade contra a ditadura do Partido único", afirmou hoje o ativista Ye Du, citado pela agência EFE.

Entre os detidos encontram-se advogados especializados em casos de Direitos Humanos ou ativistas, como Wei Xiaobing, He Lin, Liu Guangxiao, Wang Meiju ou Li Shujia, que participaram numa comemoração em Cantão, no sul do país, ou em Jiang Jianjun, a localidade no noroeste do país onde a família partiu de barco para lançar as cinzas de Xiaobo.

Dois outros ativistas permanecem desaparecidos.

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O académico Mo Shaoping e o dissidente Jiang Qisheng, que participaram numa homenagem em Pequim, foram interrogados pela polícia.

Todos homenagearam Liu de alguma forma, seja ao publicarem fotografias do ativista na Internet ou ao deixarem oferendas junto ao mar.

O Nobel da Paz foi condenado em 2009 a onze anos de prisão por subversão do poder do Estado e morreu este mês num hospital, sob custódia da polícia, vítima de cancro.

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A sua mulher, Liu Xia, foi colocada sob prisão domiciliária, depois de o marido ter sido distinguido com o Nobel, em 2010, apesar de não ter sido acusada de qualquer crime.

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